domingo, 22 de julho de 2018

O Mendigo é o Tata Caveira

Eis que eu estou indo almoçar perto do cemitério da Vila Mariana e um mendigo me aborda na rua pedindo um prato de comida. Nunca dou dinheiro, mas é muito comum eu comprar pão, sanduíches, leite ou comida para pedintes quando vou no supermercado na Liberdade e tem sempre algum pedinte no caminho.

Como ele não estava bêbado nem em trapos, não teria problema em entrar no restaurante. Ao invés de só comprar um lanche, acabei almoçando com ele. Ele me contou que trabalhava como carroceiro e que chegou até a ser casado, “com a mulher da vida dele”, mas que eles brigavam muito por causa da bebida e ela o largou, e acabou morrendo de alguma doença um tempo depois. Ele se sentiu culpado, disse que se ele estivesse do lado dela ela não teria ficado doente, e largou a bebida. Depois, acabou se mudando ali para a região do cemitério, onde faz uns bicos ajudando nas floriculturas e tomando conta dos carros. E todo dia ele ia visitar a esposa antes de voltar pro barraco. Ele perguntou se eu era casado e, quando falei que sim, disse pra eu sempre tomar conta da minha esposa.
Antes de nos despedirmos, peguei uma das rosas vermelhas do buque da Maria Navalha que estava comigo e entreguei pra ele. Falei pra dar de presente pra esposa, que ela iria gostar. Ele agradeceu e saiu, em direção do portão do cemitério, cantarolando baixinho:

Falange Caveira ⬅️

“Portão de ferro
Cadeado de madeira
Na porta do cemitério
Eu vou chamar Tatá Caveira“

Não teve como não lembrar das palavras do Seu Tatá Caveira no domingo: “Pode deixar, filho… você cuida dos meus que eu cuido dos seus…”

John Constantine feelings…

sexta-feira, 20 de julho de 2018

O que incorporar na Umbanda

O Umbandista, não tem que se preocupar com quem pode incorporar, mas sim com o que.
Não importa se o Caboclo é da linha de Ogum ou de Xangô. Nem se o Preto é do Congo ou de Aruanda. O Exu é da Lomba ou da Calunga.
O que importa se a entidade é chefe de falange ou falangeiro?
Qual é o valor disso?
O que o filho de Umbanda tem que incorporar é o bem viver para o bem.
Os conceitos da filosofia umbandista devem estar presentes no dia-a-dia dos filhos de fé.
Simples assim.

Rafael Hernandes
Cacique de Umbanda

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Umbanda, religião e rituais

Quem me conhece sabe o quanto me preocupo com a Umbanda, no sentido de o quanto a nossa religião anda defasada e perdida, em novos conceitos e dogmas.
Não sou o portador da verdade absoluta, muito menos me foi concedido uma procuração para falar em nome dos irmãos Umbandistas, ou habitantes de Aruanda. Falo apenas o que minhas pesquisas e conversas, com entidades elevadíssimas, me permitem.
Não vejo problema algum em se criar novos rituais, apesar de eu não faze-lo, pois a Umbanda precisa ser renovada todos os dias, ser oxigenada.
Porem, não o faço, por acreditar que a Umbanda é absolutamente completa dentro da ritualística já existente. E, por sinal, pouco conhecida pelas próprios Umbandistas.
Creio que a invenção de novos processos ritualísticos, apenas povoam ainda mais, conceitos. Enfeitando-os de forma a , muitas vezes, se perder o significado.
Quanto mais complexo for um ritual, menos se presta atenção no principal motivo para o qual ele esta sendo realizado. Muitos detalhes atrapalham.
No meu humilde modo de ver as coisas da Nossa Amada Umbanda, creio que Caboclo das 7 Encruzilhadas nos ensinou o que precisávamos saber sobre a Sagrada Umbanda, e restante seria apenas mais do mesmo, ou enfeites.
Nem estou falando da triste miscelânea entre Umbanda e religiões Africanistas. Que como boa parte das pessoas tem o conhecimento, são religiões absurdamente distintas. Mas que muitos teimam em, perigosamente para ambas, fase-las uma só.
Peço compreensão e discernimento para quando forem "inventarem" algo em algo tão lindo.

Luz e paz.

Rafael Hernandes

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Quem é quem?

Filhos de Umbanda, meus irmãos.
Muitas pessoas falam que se "quer conhecer alguém, de-o poder." E esse poder pode ser moral, posicional ou financeiro.
Essa é a mais pura verdade. Muitos de nossos irmãos se posicionam de forma distinta quando se "alcança" algum tipo de poder.
Muitos relacionamentos findam por causa do dinheiro, por exemplo. Se um cônjuge tem os rendimentos maiores do que o do outro já é motivo para que haja uma disparidade na relação.
Outros casos é a imposição física. Quando alguém tem um corpo mais robusto que o outro, acaba por fazer um amedrontamento, que as vezes não é intencional, mas intimida seus interlocutores.
Imagina quando isso vai para a esfera religiosa?
O Pai-de Santo, ou Cacique de Umbanda, por ter um "cargo" mais elevado dentro de uma comunidade religiosa, tem um poder nas mãos. E o modo de utilizar isso vai muito além do caráter de cada líder religioso, mas sim da doutrina que tens e que divulga.
Isso serve para líderes de qualquer segmento religioso.
Devemos entender que as pessoas não aprendem apenas por palavras, mas sim por gestos e atitudes.

Vamos ser mais humildes para que possamos ensinar humildade.

Rafael Hernandes

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Falando sobre Umbanda

Há algum tempo, venho utilizando-me do facebook para falar um pouco sobre o meu modo de ver, entender e vivenciar a UMBANDA.
Tento de todas as formas seguir o que o Hino da Umbanda nos diz que devemos fazer. 
Levar ao mundo inteiro a bandeira de Oxalá.
Entendo que são poucas as pessoas que tem o hábito a leitura, muitas vezes, as pessoas preferem ouvir e ver. Então transmito ao vivo, as minhas verdades sobre essa religião que amo tanto.
Consigo expor minhas idéias de forma muito mais solta do que por escrito. Longe de mim pensar em parar com as postagens do blog, até por que há público para tudo, e a Umbanda deve ser levada à todos.
Então, caros e queridos seguidores, alem desde singelo blog, acompanhem-nos no face. Sempre postamos mensagens espiritualistas lá e nas quintas temos a nos live.
FALANDO SOBRE UMBANDA

Luz e Paz

Rafael Hernandes

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Existiram Orixás?

Despreparados são os que compreendem os Orixás como personas. Como seres que, em algum momento pisaram em Terra e vivenciaram a experiência física.
Nas religiões de Matriz Africana, exite muitas lendas e mitos, mas para nós Umbandistas, aprendemos de uma forma diferente à respeito dos Orixás.
Orixás são Emanações Divinas, Forças Atuantes de Deus, e não seres mitológicos que possuíam Poderes Celestiais.
Ogum, na visão Umbandista, não foi um Guerreiro/Cavaleiro que com sua espada matava à todos que não seguiam as suas ordens, Iansã não foi esposa de Ogum ou de Xangô, Oxosse não era um índio que habitava as matas e nem nada parecido.
No modo Umbandista de entender os Sagrados Orixás, esses são, realmente vibrações de Deus e ponto.
Ser filho de um Orixá, na umbanda, é ter em sua alma determinada vibração, e não que esse tenha a paternidade, ou a maternidade deste ´´filho``.
Sei que muitos Umbandistas, ou que assim se consideram, virarão o nariz para essa postagem, mas como sempre falo, escrevo sobre assuntos sobre a minha óptica. E de acordo com a forma que aprendi com as entidades que me assistem.
Não afirmo aqui, que essa parte da mitologia africana, não possa ter realmente existido, em outro plano, mas seria muito improvável que isso tenha ocorrido no mesmo plano que habitamos. poderíamos comparar, tranquilamente a Mitologia Africana com a Mitologia Grega. Mas creio ser absolutamente desnecessário  nos prendermos em assuntos que não nos levaria em lugar algum.
Mas é correto compreender que os Orixás nunca necessitaram utilizar de um veículo tão grosseiro quanto o corpo que habitamos.

Muita Luz e Discernimento.

Rafael Hernandes

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Filho, quem tem medo não medra.

Muitas vezes, afirmamos que somos espiritualistas, por freqüentar Centros Espíritas, Tenda Umbandistas, ou simplesmente por que nos afeiçoamos às doutrinas espirituais. Mas o principal, não fizemos, que é por em prática TODOS os conhecimentos que adquirimos com a espiritualidade. 
Muitas vezes, deixamos o medo ser mais forte que nós, muitas vezes damos muito mais valor para os nossos egos e com isso prejudicamos, e muito, a evolução de nossos irmãos e a nossa.
Pai Francisco de Aruanda, Sábio Preto Velho a quem amo e venero, me disse certa fez que:
-Filho, quem tem medo não medra.
Eu, na minha ignorância, não conhecia essa palavra: MEDRA
Fui pesquisar e aprendi que MEDRA quer dizer prosperar.
Infelizmente, hoje vemos muitos não medrando, não crescendo, não expandindo. Exatamente por medo.
Espíritas e espiritualistas, se limitando e, até mesmo, prejudicando os outros por medo. Medo de serem rotulados, prejudicados e atacando para se defenderem, de ameaças inexistentes.  Muitas vezes de forma covarde. Colocando em xeque muito mais do á própria evolução, mas a de outros.
Esquecendo que colhemos o que plantamos, e que muito será cobrado á quem muito foi dado. Deus nos dá o que precisamos, e nada mais do que isso.
Na Terra, vivenciamos provas para que nosso Livre-Arbítrio seja aplicado e nessas escolhas, possamos optar pelo o que vamos plantar, para depois colher.
Então, meus queridos amigos e irmãos espiritualistas, freqüentadores de Centros Espíritas, Tendas de Umbanda, ou simpatizantes das doutrinas espirituais. Não descuidem dos ensinamentos desta, tão esclarecedora doutrina, e coloquem em prática esses ensinamentos.
A escolha é sua, vai temer ou medrar?


Rafael Hernandes