terça-feira, 31 de março de 2015

Vivenciar sem viver

Vivemos e vivenciamos um momento sem precedentes na história da humanidade. Criamos, ou melhor, desenvolvemos a tecnologia para ajudar-nos em várias situações da vida. Porém, nos tornamos, perigosamente, viciados e escravos delas. Sei que esse tema parece não ter muito haver com a espiritualidade, mas essa escravidão tecnológica não passa de uma vicissitude comportamental que, poderá nos servir como carma. Sem contar que essas ferramentas, afastam as almas, mas aproximam o ego. À não tanto tempo atrás, era comum as famílias, de tempo em tempo, se sentarem em volta de um álbum fotográfico e relembrar histórias e momentos. Hoje, já é difícil uma família se sentar em algum lugar juntos. E quando se sentam, estão todos conectados ao seu próprio cyber universos, esquecendo e perdendo o contato olho no olho, deixando escapar por entre os dedos a chance de realizar aquelas histórias, que em outro momento seriam relembradas em momentos familiares. Só que antigamente as fotos amarelavam, mas se guardavam os registros. Hoje a vida toda se perde com a formatação de um HD. Rafael Hernandes

sábado, 14 de março de 2015

A resposta certa

Ao término de uma Sessão Caritativa de Exu em nossa Tenda. Ficamos, várias pessoas conversando. Sobre doutrinas e filosofias, como é de costume, a atmosfera criada para e pela Sessão sempre agradável. Naquela noite, como é freqüente, tivemos alguns companheiros de outras religiões, que vão a TAEPO, conhecer a nossa doutrina. Então o assunto correu em todas as direções, justamente para que ninguém ficasse com quaisquer dúvida. Me virava nos 30 para não deixar nenhuma dificuldade em compreender nossa doutrina. Até que chegou um pergunta/desafio. Uma daquelas que se tu não tem uma posição firme, todo teu discurso vai por agua abaixo. - Rafael, tu não corta pro teu Exu. Mas se Ele chegar e pedir o sacrifício de uma galinha para um trabalho específico. Tu diria não pro teu Exu? Senti que esse questionamento provocou a atenção, em especial, dos ouvintes, imaginar que um Cacique negar um pedido do seu Exu, ou ir de encontro a tudo o que prega a tanto tempo. Mas a resposta veio ao natural, e reforçou a minha postura e posição. - Não, pelo amor, respeito e confiança que tenho em meu Exu, jamais diria não à Ele, mas seguindo os próprios ensinamentos dele, te afirmo, se Ele pedisse isso deixaria de ser o meu Exu. Ninguém é merecedor de que mudemos nossas essências, não podemos mudar pelas pessoas, se for o caso, mudemos de pessoas. Na hora que respondi, notei alguns surpresos, outros espantados, mas quando olhei para a porta. Lá estava Ele, que apenas me olhou, arrumou o chapéu na cabeça, sorriu-me com um ar de quem sabe que ninguém evolui sozinho e seguiu seu caminho em direção à Calunga. Com a certeza de ter realizado mais uma parte de sua missão. Rafael Hernandes