terça-feira, 18 de setembro de 2012

Multiplicadores da Umbanda

Ser um bom Umbandista é saber ajudar as pessoas, em nossa Tenda tentamos ajudar as pessoas a ajudar os outros, e a ensinar o que aprendemos com a espiritualidade. Acreditamos que ser Umbandistas não é frequentar a Tenda nos dias de Sessão Caritativa ou em noites de Doutrinação, mas sim saber passar adiante os ensinamentos, praticar a essência da Umbanda no seu dia-a-dia e contagiar as pessoas com a maravilhosa luz que vem de Aruanda.
Todo o Cacique de Umbanda, deve saber como passar adiante a essência, ser um doutrinador. Vou mais adiante, me arrisco a dizer que os Umbandistas, de modo geral, devem saber como transmitir essa filosofia de vida.
Na Tenda de Apoio Espiritual Pai Ogum, não há cursos para Médiuns ou Caciques, há sessões de apronte mediúnico, mas não há um curso específico. Todos participam das doutrinações e conforme orientação espiritual marca-se os aprontes. Por que isso? Por que médiuns ou não, todos nós devemos ter o conhecimentos do evangelho e da doutrina. Cada indivíduo tem o seu tempo, e se formássemos uma turma para um curso, inevitavelmente as pessoas iriam competir, e na Umbanda não deve haver competição, apesar das pessoas serem competitivas por natureza. Cada um é respeitado a seu tempo e em seu modo. Pois todos são iguais na medida de suas desigualdades.
Nós Caciques devemos formar multiplicadores de nossa doutrina, para que a nossa Amada Umbanda tenha cada vez mais seguidores, mas a doutrina deve ser a essencial, sem invenção, simplesmente a doutrina cristã. E isso é basicamente o que Nosso Senhor Jesus, o Cristo, fez. Ele deixou 12 multiplicadores, os 12 apóstolos, que deram continuidade nos ensinamentos dEle, multiplicaram, passaram adiante os Seus ensinamentos.
Cada um tem seu tempo, e não podemos passar por cima e nem pular etapas, mas uns são mais rápidos e outros menos, mas todos podem tornarem-se multiplicadores da filosofia Umbandista.
Irmãos Umbandistas, vamos multiplicar nossas linhas de atuações, multiplicando sobre a terra o ensinamentos de nosso Pai Oxalá.

Saravá.

Rafael d'Ogum

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Atuação dos Caboclos


Os caboclos são nossos guias, nos auxiliam nas tomadas de decisões. São guerreiros, curandeiros e caçadores.
Grandes amigos, esses seres de luz nos mostra o caminho que devemos seguir para alcançar nosso objetivo com mais facilidade, sem deixar mais nada pendente.
Hábeis manipuladores energéticos, enquanto encorporados mantem uma postura humilde, porem forte, mostram-se profundos admiradores e respeitadores das pessoas verdadeiras.
São ótimos conselheiros, nunca enrolam, vão direto ao assunto, quando eles tem a autorização, e quando não estão autorizados a falar, não adianta insistir.
Esses guias por serem bastante francos, causam, muitas vezes, um certo choque quando nos trazem para a realidade, que não queremos ver.
Essa roupagem fluídica serve para representar que as pessoas tem valor independente da cor da pele, e a Umbanda não é uma mistura, mas sim a soma das culturas.
Por ser a Umbanda uma religião Universalista, Espiritualista e Cristã, foi revelada aqui no Brasil, onde várias culturas, povos e raças se encontraram, e nada mais justo do que nossa Amada Umbanda ser representada e guiada por entidades que representam essa missigênação.
Que nossos caboclos continuem nos guiando para o vem, o certo e o justo.

Rafael d'Ogum

sábado, 8 de setembro de 2012

As 3 peneiras


Olavo foi transferido de projeto. Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo Líder, saiu-se com esta:
- “Chefe”, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele...
Nem chegou a terminar a frase, Juliano, o Líder, interrompeu:
- Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?
- Peneiras? Que peneiras, “Chefe”?
- A primeira, Olavo, é a da VERDADE. Você tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro?
- Não. Não tenho, não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram. Mas eu acho que...
E, novamente, Olavo é interrompido pelo Líder:
- Então sua história já vazou a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE. O que você vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?
- Claro que não! Deus me livre, “Chefe” ! - diz Olavo, assustado.
- Então, - continua o Líder sua história vazou a segunda peneira. Vamos ver a terceira peneira, que é a da NECESSIDADE. Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante?
- Não “chefe”. Passando pelo crivo dessas peneiras, vi que não sobrou nada do que eu iria contar - fala Olavo, surpreendido.
- Pois é Olavo. Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras ? - diz o Líder sorrindo e continua - Da próxima vez em que surgir um boato por ai, submeta-o ao crivo dessas três peneiras: Verdade / Bondade / Necessidade, antes de obedecer ao impulso de passa-lo adiante, porque:ESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS; PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Sabia que a Arvore tem raiz?



"A Umbanda é uma arvore frondosa."
Essa é uma das frases do Caboclo das 7 Encruzilhadas, quando em explicação da nossa Amada Umbanda, dizendo que a Umbanda iria crescer, florir e frutificar, essa foi a forma que todos entenderam, mas esquecemos que quando maior e mais frondosa for a arvore, mais forte deve ser a sua raiz.
Muitas vezes cuidamos desta arvore e não nos damos conta que sem raiz ela não seria tão linda. Muitos de nós estamos nos galhos mais altos, e nunca olhamos para baixo, para a raiz, e lá esta o segredo da vida dessa nossa imensa arvore. E estar nos galhos mais altos, não quer dizer que estamos ou somos melhores que ninguém, mas sim, que corremos mais riscos de não conhecermos a origem.
Também sabemos que as flores, frutos e folhas, tendem a morrem e ser naturalmente trocadas pela natureza, já a raiz não, se ela morrer, toda a arvore morre. Até existe arvores de folhas, mas não exite arvore sem raiz.
Uma semente, plantada a mais de um século, pelas mãos de um Caboclo, tornou-se uma linda e magnífica arvore, que vem dando frutos maravilhosos até hoje, pois alguns ainda se lembram de regar a raiz.
Não podemos esquecer e nem renegar nossas raízes, e o mais importante, nossa raiz é linda, fala de paz e amor, de um mundo cheio de Luz, não temos motivos para inventarmos uma raiz nova. É só conhecermos a que já temos.

Saravá.

Rafael d'Ogum

sábado, 1 de setembro de 2012

Não há preço, mas sim, valor.


Começamos bem o mês de Setembro, fui junto com o pessoal do JUPC, novamente ao Asilo Padre Cacique, onde sempre há histórias e personagens novos.
Sempre que vamos lá, aprendemos, e sempre que aprendemos algo, damos mais um passo em direção à evolução.
As pessoas me perguntam o que fazemos lá, e eu gosto muito de responder que vamos para aprender e sermos ajudados, pois sempre o somos. Hoje, conhecemos mais uma história, mais uma personagem e uma personalidade, podemos falar assim. Uma senhora de aproximadamente 90 anos, que afirma ter 99, ou até pode ser que realmente esteja as margens de completar o seu primeiro século de vida, essa senhora esta na enfermaria, e sempre que vamos lá, nossa primeira parada é na ala onde os vovôs e vovós ficam em tratamento de saúde, sempre sorridentes e alegres no aguardo das visitas, já que 80% dos habitantes não recebem visitas de parentes, mas voltando a senhora essa que nos chamou a atenção, muito lúcida, nos perguntou de onde vinhamos. Quando falamos que eramos de uma Tenda de Umbanda, ela se animou ainda mais, e nos disse que era trabalhadora das sagradas linhas da nossa Amada Umbanda, mas que por problemas de saúde, parou mas continua amando a religião. Conhecimento, histórias e sentimentos, vi em seus olhos, o brilho que há nos olhos dos apaixonados, e a paixão dela era a Umbanda. Pediu que marcássemos um dia para irmos realizar orações junto com os velhinhos que lá estão.
Creio que o que muito mais do que a oração, estávamos hoje praticando o evangelho na sua essência.
Quando saímos, encontramos com a senhora Terezinha, uma senhora que nos "adotou", fomos ao jardim e passamos um bom tempo, sentados e conversando com ela, mas também dando atenção merecida a todos os que ali estavam, veio um senhor nos mostrar um poema que ele havia escrito sobre a Asilo, que todos tratam com muito amor, e algumas outras senhoras, uma tarde muito agradável, com boas risadas e sinceridade nos sentimentos.
Outra coisa que também me deixou muito alegre, foi ver um outro grupo de jovens, esses, creio eu, da Igreja Católica, também estavam em visita, trazendo alegrias aqueles amigos.
Não importa a religião que se professa ou a idade que se tem, temos é que aprender a dar valor a quem nos da valor, e ao fazermos as visitas à lugares como o Asilo Padre Cacique, entendemos o real valor que nós temos, é o valor das nossas atitudes, e a troca que é realizada nesses momentos, não tem preço, mas sim, valor, muito valor.

Que Pai Oxalá ilumine a todos.

Rafael d'Ogum

sábado, 25 de agosto de 2012

Aprendendo a simplicidade


Em cada oportunidade que se apresenta, eu fico mais admirado com a simplicidade com que nossos amigos elevados conduzem as situações que surgem pelo caminho.
Aprendo, ou melhor, aprendemos com eles que as soluções sempre são simples, nós que temos a tendência de complicar.
Creio que quanto mais complexo for o ritual, mais valorizamos o resultado, quando falo em ritual, não me refiro apenas a rituais religiosos, mas também, e principalmente, a nossas atitudes, esquecemos que a distância mais curta entre dois pontos é uma linha reta e simples.
Quando paramos de procurar chifres em cabeça de cavalo, e de tentar inventar um caminho menor entre dois pontos, e simplesmente deixamos que a singularidade da simplicidade torna-se natural, conseguimos perceber que um gole de água, uma vela acesa, ou até mesmo um quadro na parede pode fazer a diferença. Mas sem a orientação de nossos Guias, procuramos na complexidade a essência, e é bem provavel que não a encontratremos.
Devemos continar a tentar aprender com os que mais sabem, pois o sábio é simples, já o ignorante é complicado.
Que as bençãos de Pai Oxalá regue nosso corações.

Rafael d'Ogum

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Ao fechar os olhos


Chega o fim da missão pré-definida na encarnação, então se fecha os olhos da vida material, acordando para o mundo espiritual, na realidade se retorna para a patría espiritual.
A grande dúvida é: O que vamos encontrar no outro lado?
Essa é a pergunta mais frequênte e a resposta é uma incógnita, cada um tem a sua explicação.
Nós espiritualistas não cremos em paraíso ou inferno. Nós temos a convicção de que ao deixarmos nossas materias, encontraremos nada muito diferente do que temos aqui, a luta e o trabalho continuam, apenas com uma materia diferente.
Encontraremos as respostas das nossas atitudes e pensamentos, reencontraremos aqueles que se afinizam vibratóriamente conosco.
Ao fecharmos os olhos da matéria, não somos afastados em definitivo dessa realidade, alias, a realidade não muda, o que se modifica é o modo de encara-la.
Nós espiritualistas, espiritas e umbandistas não temos informações privilegiadas, apenas cremos, desprendidos de preconceitos, nos relatos realizados por quem já fechou os olhos da matéria.
O que nos resta é, enquanto não fechamos os olhos materiais,  trabalhar e estudar para que nossa realidade seja cada vez  mais adequada para que possamos nos afinizar com o alto.

Saravá.

Rafael d'Ogum