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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Conduta mediúnica


Como é importante a atuação assertiva dos médiuns, muitos dos que trabalham como médiuns na Umbanda, não tem a mínima noção do quão importante é a sua missão.
Sempre que um consulente para na frente de um médium, seja ele incorporado ou não, esse consulente esta dividindo ali, seus anseios e seus desejos, e exatamente naquele momento, ele esta falando ao médium. “Eu divido contigo o meu livre-arbítrio.”
Há muitos médiuns que tem enorme dificuldade de compreender a grandeza disso, pois quando vamos conversar com alguém que se dispõem a abrir seu coração para nós, essa pessoa esta disposta a nos ouvir, como se fossemos seres mais sábios (o que não é nenhuma verdade, já que todos somos repletos de vicissitudes) e ali, querem uma luz para tomar suas decisões.
Os médiuns devem postarem-se de forma correta e, neste momento, esquecer suas verdades, sua percepção sobre a vida e seus sentimentos. Buscar na doutrina, TODAS as respostas a serem dadas as questões que surgirem durante a conversa. Lembrarem dos ensinamentos trazidos pelos Mestres e em momento nenhum realizar julgamentos sobre as ações e pensamentos das pessoas.
Ser médium não é nada fácil, mas não falo isso em relação às faculdades mediúnicas, pois o mediunismo não é uma doença, me refiro à conduta que deve ser seguida por esses seres.
Mas creio que a própria noção sobre o fato de que uma palavra nossa possa interferir diretamente nas escolhas da vida de uma pessoa, já no faz tentarmos ser melhores.

Desejando evolução aos irmãos.

Cacique Rafael Hernandes

sábado, 10 de junho de 2017

Necessidades dos Médiuns

O médium necessita estar sempre preparado e com a vibração boa para a sua própria segurança. Mas encontramos por aí, e muito, pessoas com um alto grau de mediunidade que desafiam a própria lei básica da espiritualidade que é a sintonia. Sabemos que espíritos se sintonizam com a vibração que mais se afinizam, isto é, espíritos evoluídos tendem a se aproximar de energias evolutivas e espíritos pouco evoluídos se aproximam de energias mas tristes e densas.
E a mediunidade facilita o intercâmbio energético nosso com os seres espirituais, os médiuns tem maior capacidade de desenvolver simbiose com os espíritos, por sentir com mais naturalidade a influência dos mesmos. E a sua vibração, a sua energia determina com quem essa simbiose será realizada.
Como já vimos anteriormente, a energia é cíclica. A energia que eu crio, com meus pensamentos e atitudes é a que vai servir como base para a aproximação das energias externas, e isso inclui a aproximação de espíritos.
Por esse, e outros motivos, que sempre que perguntado afirmo que o médium precisa manter-se sempre com um bom pensamento e com atitudes coerentes com os ensinamentos Cristãos.

Luz e Paz


Rafael Hernandes

domingo, 5 de fevereiro de 2017

TU ÉS A FONTE

Queres paz? 
Queres Tu então...
Volta a atenção para Ti...para Isso que sabe deste momento... deixa o percebido dançar. O que sabe não está sendo afetado pela dança... distração é atenção na dança, que é instável, impermanente... atenção em Ti, nesse Eu Sou, nesse espaço consciente que tudo permeia, é atenção na paz estável do Ser que É...se reconheceres isso o que importa a aparência da dança? Deixa dança dançar... mantenha-se em silêncio e observa a dança...atento...é espontâneo... nada precisa ser feito...toda a idéia de fazer algo é a dança...relaxa em Ti...Ti sacias em Ti mesmo e não terás sede...Tu És a Fonte...o céu onde as nuvens aparecem e desaparecem...e jamais tocam.


Lisandro Ortiz

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Equilíbrio emocional e energético

Como é necessário manter o equilíbrio. Pessoas desequilibradas, machucam os outros, e acabam por se machucar também.
Quando falo em desequilíbrio, me refiro ao energético e ao emocional. Apesar de um estar completamente ligado ao outro.
A situação do equilíbrio emocional interfere nas ondas emanadas pelo ser, o que reflete na vibração energética da pessoa. Que faz com que a moral deste indivíduo oscile e provoque alterações no emocional desta pessoa.
Torna-se um ciclo vicioso. 
Então a dica seguir os ensinamentos que nos mandam "Orai e vigiai".
Orar para que Deus nos conserve no caminho correto e vigiar nossas atitudes, para que possamos nos manter equilibrados, mesmo diante de todas as situações que a vida nos apresenta.

Que assim seja.

Rafael Hernandes

quinta-feira, 23 de junho de 2016

A Luz e o Exu

Em uma conversa com um Exu compreendi que para alcançarmos a iluminação precisamos trilhar o caminho na escuridão.
Pois ninguém consegue dar a importância devida para a Luz, se não conhecer as sombras, em suas entranhas.
Usando essa lógica, sempre se da mais valor para a saúde, quando passamos pela doença.
Me mostrou, também, esse amigo, que não é por que estamos trilhando um caminho nas sombras que devemos nos resignar com essa situação e vivermos na obscuridade. Bem pelo contrário, devemos ser o farol em meio à falta de luz. 
Já que quando os iluminados vão à escuridão, não ajudam os que nela se identificam, mas sim, os que dela utilizam-se para aprender e valorizarem-se.

Muita Luz à todos.

Rafael Hernandes

domingo, 13 de setembro de 2015

Procurarmos o equilíbrio

Quando as pessoal estiverem sua fé equilibrada, não será mais necessário nosso trabalho de pronto socorro.
Poderemos, realmente focar nossas forças para a caminhada evolutiva, orientando nossos irmão à seguir o caminho mais correto para o burilamento cármico.
Mas enquanto as pessoas teimam em se deixar alvejar por energias densas e perversas.
Sim, as pessoas se deixam abater por essas vibrações. Afirmo que ninguém é afetado de uma energia, um trabalho desses, se não for merecedor de tal. NÃO IMPORTA QUAL É O TRABALHO!
Nunca somos vítimas, somos sempre corresponsáveis por todo o mal ou bem que ocorre em nossas vidas, somos desequilibrados energeticamente.
Então, quando conseguirmos nos equilibrar em atitudes e pensamentos, conseguiremos evoluir em nossas jornadas e estaremos à caminho da verdadeira felicidade.

Que Pai Oxalá nos de condições de equilibrarmos.

Rafael Hernandes

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Chamem como quiser. Ele esta consoco

Não importa a religião que você segue ou pratica, não importa as suas crenças ou em que você tem fé. Não importa qual a nomenclatura que você dá para Deus, ou como o saúda.
Menos ainda importa se bate cabeça, toca tambor, louva ao Senhor, paga dízimo, comunga aos domingos, mata galinha ou quatro patas,
O que tem real valor é exatamente os seus sentimentos e suas atitudes perante aos seus irmão.
As religiões servem para religa-lo ao Pai Celestial, os rituais servem para fortalecer sua fé e torna-la tangível, suas crenças ajudam a fortalecer e emoldurar seu caráter e sua filosofia própria de vida.
O resto tudo é adorno, são enfeites e que servem para emoldurar o quadro feito com a sua obra, sua vida.
Sim, essas palavras são escritas por um Cacique de Umbanda, que ama, pratica e prega as Sagradas Leis da Amada Umbanda, mas esse humilde Cacique, que muitas vezes se comporta e se sente como um curumim. Diante de tamanha imensidão do Poder Divino.
Sei que Deus, esta em tudo, ou melhor, Deus é tudo! E mesmo assim, é tão difícil chegar à Ele. A única coisa que pode diminuir a nossa distância d'Ele são as atitudes e pensamentos que podemos termos em relação à nossos irmãos.

Que Deus vos abençoe e me perdoe.

Rafael Hernandes

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Seja feita a Vossa vontade

A oração mais comumente utilizada é o Pai Nosso. Nessa Prece, encontramos a frase: "Seja feita a Vossa vontade..."
Mas por egoismo, egocentrismo ou sei lá eu qual motivo, na prática do dia-a-dia, esquecemos o que oramos em momento de reflexão, agradecimento ou súplicas. 
Queremos que as coisas aconteçam exatamente como gostaríamos que elas acontecessem, deixando de lado o que pedimos à Deus. Que a vontade dEle seja feita.
Será que seria necessário mudar o texto do oração? Ou o mais correto seria mudar as nossas atitudes, perante a vida?
Se mudássemos a oração, de nada adiantaria, pois temos no Pai, o Ser onisciente, onipotente e onipresente. Sempre é a vontade dEle que prevalece. Dentro de seu julgo e sua sapiência.
Nós, seres em busca de evolução e burilamento, que nos achamos mais do que realmente somos, muitas e muitas vezes, querendo nos comparar à Deus, julgamos os acontecimentos da vida e acreditando que temos o poder de muda-la.
Para mim, cabe uma reflexão sobre o assunto. Para compreendermos que nada somos se não meros viajantes de um trem chamado vida, que tem no comando o único que realmente tem condições de comandar nossas vidas. DEUS!

Que Deus vos abençoe e me perdoe, desde que essa seja à Sua vontade.

Rafael Hernandes


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Pagamos o justo

É um assunto muito repetido, não só nesse humilde blog, mas na grande maioria dos textos sobre religiões, espiritualismo e em nosso próprio dia-a-dia.
Pagamos por nossas atitudes, pagamos por nossa arrogância e assim, pagamos as dívidas que nós mesmos criamos.
E não pagamos caro, pagamos o justo!
Quando o destino credor bate à nossa porta, costumamos perguntar: "O que que eu fiz para merece isso?"
Culpando a vida por obstáculos postos em nosso caminho. Mas é que nem aquela frase: "Quem bate esquece, quem apanha nunca."
Batemos, agredimos e até, maltratamos nossos irmãos com nossas ações estupidas e impensadas, com preconceitos, arrogâncias, e outras pequenices. Batemos sem perceber, e raramente nos damos conta disso. Apenas percebemos quando somos cobrados.
Analisar nossas atitudes, posicionamentos, condutas e posturas, é mais que uma obrigação, é uma forma de antevermos o que mereceremos no futuro!

Que Pai Oxalá nos ilumine para que consigamos vivenciar um presente de forma consciente, para que nosso futuro seja uma boa resposta.

Rafael Hernandes

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Pequenas ações, grandes gestos

Nossa Amada Umbanda deve ser praticada todos os dias. Como venho colocando em vários textos, muito mais que uma religião, a Umbanda é uma filosofia de vida.
Praticamos a Umbanda quando temos atitudes de educação, respeito e fraternidade.
Vejo pessoas, dos mais variados segmentos religiosos vivenciar a Umbanda sem nunca ter pisado em uma Tenda. Sem saber quais são os sete Orixás originais.
Como Cacique de Umbanda, não faço o marketing da religião, tento  apenas divulgar os "Gestos Umbandistas", pois se  multiplicarmos a educação, o respeito e a fraternidade, estarei difundindo a "Filosofia Umbandista", mas o mais importante. Estarei fazendo a minha parte por um mundo melhor.


Que Deus vos abençoe e me perdoe.


Rafael Hernandes

sábado, 18 de julho de 2015

O que se procura

Se você está pensando em procurar uma religião onde se pode resolver todos os problemas da sua vida realizando mandingas e feitiços.
Caso você procura um religião que lhe livrará de todos os obstáculos que se colocaram em seu caminho.
Ou você quer contratar "serviços espirituais".
Com toda a certeza do mundo você não está procurando a verdadeira Umbanda. Pois quem oferece qualquer desses itens listados a cima esta longe de ser Umbandista, a Umbanda é mais que uma religião magística, é uma filosofia espiritualista.
Que Pai Oxalá vos abençoe e me perdoe.
Rafael Hernandes

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Se é pra falar, fale bem


A quantidade de pessoas que falam sobre a Umbanda é absurda. Muitos falam de maneira fantástica, assuntos interessantes e com propriedade. Passam uma ótima imagem da nossa Amada Umbanda.
Mas em compensação, existem uns outros que apenas ajudam a massacrar essa já tão castigada religião.
Alguns ensinam a alma da Umbanda, outros divulgam as mazelas.
Mas o que é pior, é que grande parte dos que maculam a nossa Umbanda, se apresentam como umbandistas. valores dizer que os piores ataques que sofremos são de pessoas que se dizem "dos nossos". 
Não creio que estes irmãos fazem por mal, ou que são seres infiltrados para denegrir a Umbanda, mas sim, são irmãos que não tiveram condições de aprender a simplicidade da alma Umbandista.
Por isso, quem tem a Umbanda como sua filosofia de vida, que tem em sua aura as Sagradas Linhas deve passar adiante esses ensinamentos. 

Que Deus vos abençoe e me perdoe.

Rafael Hernandes

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Para o médium refletir

Tenho muita dó de quem pensa que a Umbanda é um mar de rosas e que todos nossos problemas serão resolvidos a partir do momento em que colocarmos a roupa branca.

Muito pelo contrário, a Umbanda, quando aceita de coração e incorporada à nossa vida, nos leva a ficar cara a cara com nossas deficiências e falhas, escancarando nossos sentimentos e apurando nossas verdades.

Um verdadeiro vendaval de mudanças internas nos arrasta e transforma nosso intimo preparando-o para o bom exercício religioso tornando-nos pessoas melhores e mais centradas.

Deixa-nos mais fortes e tolerantes, mais sensíveis e piedosos, mas os problemas acumulados em nossa existência somente serão resolvidos com firmeza, determinação e o uso sapiente do livre arbítrio, inerente a todos os seres humanos, nunca pelos meandros ou facilidades de nossa religião, por mais que isso seja apregoado por uma imensa turba de aproveitadores da boa fé alheia.

O mau uso dos mistérios astrais, a exigência demasiada com nossos orixás e entidades, a falta de humildade, ou pior ainda, a falsa humildade, colocarão o médium em seu devido lugar, o ostracismo mediúnico.

A Umbanda não foi criada para satisfazer desejos pecaminosos e sonhos grandiloqüentes nem para destruir nossos inimigos com trabalhos mirabolantes à base de velas pretas, farofa, ou sei-lá-mais-o-quê, tão propagados em sites, blogs ou mesmo terreiros “especializados” nas mazelas caprichosas de maus seguidores.

O bom trabalhador umbandista deve, acima de tudo, manter a atitude de fé, compaixão, respeito e caridade proposta pela lei de Oxalá, nunca fazer julgamentos apressados muito menos pedir o que não poderá ser dado.

Esse conjunto de atitudes aplicado em sua vida religiosa fará com que o grande médium desabroche em plenitude e você descobrirá encantado, que esse grande médium, até então escondido, é você!


Saravá a Umbanda!




https://sites.google.com/site/umbandafac/aos-mediuns/para-os-mediuns-refletirem

sexta-feira, 30 de maio de 2014

A Umbanda cura?

A Umbanda cura? Não, ela ajuda as pessoas a se curarem. Tanto física quanto espiritualmente.
A procura pela a Umbanda é normalmente, ocasionada por algum tipo de dor ou sofrimento e habitualmente as pessoas conseguem alguns tipo de graça, não que elas saiam curadas as visitar uma Tenda de Umbanda. Mas elas conseguem algo muito importante, que é o entendimento da sua atual situação.
Ao alcançar essa compreensão, esse entendimento, já facilita a aceitação e essa aceitação faz com que a pessoa comece a se tranquilizar e quando a pessoa se tranquiliza, ela inicia o processo de reequilíbrio energético. E ao reequilibrar suas energias, fisicamente, isso se reflete diretamente no corpo físico, ocasionando muitas vezes a cura de enfermidades materiais.. Mas o reequilíbrio energético também afeta o lado espiritual, pois a tendência para o espírito, que tem sua energia equilibrada, é a evolução. O espírito evoluído, ou em movimento evolutivo, afasta-se naturalmente de energias mais densas, que são estáticas, e o espírito evoluído afasta-se, por afinidade, de espíritos menos evoluídos.
Isso provoca também, uma espécie de cura, não realizada pela Nossa Amada Umbanda, mas muitas vezes, conduzidas por ela.

Rafael d'Ogum

segunda-feira, 26 de maio de 2014

A vela certa

Parar na frente do Congá é algo que nos transmite muitas coisas boas, paz, felicidade, tranquilidade, força, etc...
Acender uma vela para algum Orixá, Guia, Mentor, Guardião, Santo ou Anjo da Guarda, nos ajuda a focar nossos pensamentos e a dedicar alguns instantes a esses nossos amigos espirituais.
Na realidade, todo e qualquer ritual, serve para que possamos reorganizar nossas mentes, reequilibrando nossas energias.
Mas quando compreendemos que esses Congás físicos uma hora vão ser desmontados, que essas velas materiais, com certeza vão acabar ou apagar. Aprendemos a focar no lado de dentro, na essência da alma.
É importante criarmos o hábito de montar um congá interior, organiza-lo da forma mais bela que a nossa alma pode conceber, enfeita-lo da forma com os mais lindos e simples ornamentos que possamos imaginar e cruza-lo com o mais puro sentimento de amor e respeito. E nele sim, acender velas, pois assim, estaremos começando a iluminar nossos caminhos e nossas vidas. Nossos Orixás, Guias, Mentores, Guardiões, Santos,e/ou Anjos da Guarda, não dão muita bola para a luz da vela física, mas sim, para a luz que transmitimos das nossas velas interiores.

Irmãos, iluminemo-nos.

Rafael d'Ogum

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Mediunida é coisa séria

As faculdades mediúnicas são ferramentas que devem ser usadas, com consciência e respeito. Incorporar, psicografar, psicofonar, não são exercícios difíceis de ser praticados, e sinceramente, depois de certo tempo de prática, não é necessário muito para isso. Sempre que for necessário, o médium pode tentar, e muitas vezes conseguir o contato com seus guias e mentores, para receber uma orientação, que poderá facilitar, ou pelo menos amenizar alguma dúvida. Mas é algo que deve ser sempre posto na balança do bom senso. Nenhum médium tem o direito de tentar viver suas vidas explorando essas faculdades que são tão maravilhosas. 
O medianeiro, deve manter-se sempre em sintonia com o alto, e por isso, se quiser se livrar das armadilhas da vida, sempre utilizando dessa "arma", uma hora seus próprios Guias e Mentores, não se farão presente, e o médium poderá começar a ser acompanhado por espíritos menos evoluídos e menos preocupados com a evolução do próprio médium.
Então sempre é bom ter o cuidado, colocando cada pedido de passagem, ou de mensagem, em uma balança para vermos se realmente será positivo esse contato. 
Chega a ser constrangedor, quando uma pessoa do nada pede para você, que é médium, pedir algo, fazer algo ou "descobrir" algo, utilizando de sua mediunidade. Pois a maioria das vezes são coisas absurdamente absurdas, mas mesmo assim pedem para você. Nesse momento, devemos prestar atenção, pois não podemos negar ajuda, a ninguém, mas devemos estar cientes de que há outras formas de ajudar. E a ninguém virar as costas. Mas somos ferramentas do alto, e se quisermos continuar sendo, temos que aprender e ensinar a respeitar.
A frase do Caboclo Mirim pode muito bem orientar nessa situação.
"A Umbanda é coisa séria, para gente séria."
Podemos entender também.
"A Mediunidade é coisas, devemos ser sérios."

Paz e Luz

Rafael d'Ogum

quinta-feira, 3 de abril de 2014

A carne é fraca

Corpo, veículo físico para a evolução espiritual, simplesmente isso.
É necessário cuidar dele, para que ele consiga levar o mais longe possível, dentro das condições mínimas de uso.
Porem, super-estimar esse veículo é o mesmo que dar pérolas aos porcos. Cada um tem o corpo que merece, com suas limitações e qualidades, já que ele é projetado especialmente para cada um de nós. Vamos dizer que esse corpo que vestimos é extremamente personalizado de acordo com as nossas necessidades.
Se apegar demais a carne é viciante, e todo o vício é perigoso, por que você passa a vida biológica,toda focado nele e de repente ele apresenta um defeito, uma doença. Então você, provavelmente, irá provar o gosto amargo da depressão, do desanimo e da falta de vontade de viver. Ou ele simplesmente para de funcionar, acabou o prazo de validade dele, você em espírito, sentirá tanta falta desse vício que não conseguirá seguir o seu caminho de fora mais apropriada.
Repito, devemos cuidar da manutenção desse veículo sim, mas sem apego à ele.
Aprendi uma frase com um grande amigo (sr. Exu Caveira das Almas).
"A carne é fraca, tão fraca que ela morre."
Cuidemo-nos irmãos.

Rafael d'Ogum

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O que e como tratar em uma terreira

Existem pontos, quando o assunto é espiritualidade, que devem ser tratados com mais atenção. Na realidade, creio que toda a espiritualidade deve ser tratada assim, mas alguns são mais críticos e menos abordados.
Poderia citar vários desses, e tentar elucidar baseado na minha visão. mas não seria correto isso, até por que, "quem fala que é verdade, é a própria mentiria". Essas palavras são do sr. Exu Caveira das Almas, meu grande amigo e professor.
Só que tabus e espiritualidade não combinam.
Preconceitos com homossexualismo, etnias, religiões, doação de órgãos, sacrifícios animais e até vegetais, extravagancias materiais e sexuais, envolvimento monetário religioso, hierarquias verticais são temas que devem sim ser tratados em tendas espiritualistas e religiosas, já que são assuntos que afetam a sociedade em um todo.
Devemos tentar traçar um paralelo com cada um desses tópicos, com os elementais e com a energia que queremos ter circulando em volta de nós. 
Se sabemos que uma das maiores leis do universo é a lei do espelho, aquela que diz que o universo reflete para nós a nossa própria energia, devemos estar cientes de que não há motivos para cultivarmos energias densas em nossa aura.
O Mestre Jesus, o Cristo, nos ensinou a não julgar, a dar a outra face e a perdoar a que nos ofende, devemos aprender com a diferenças de opiniões e debate-las, pois só somando esses elementos que podem ser opostos, conseguiremos alcançar nossos objetivos.

Paz e Luz.

Rafael d'Ogum

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Construindo o Congá

Conga, Jabutá ou Altar, são os nomes dados à um ponto de concentração dentro das Tendas e terreiras, Brasil à fora.
Esse "equipamento" ajuda os médiuns a focar seus pensamentos na hora de se preparar para o transe mediúnico, ajuda os consulentes dando-lhes uma referencia religiosa; ajuda os filhos de fé, ofertando-lhes um ponto para equilíbrio mental e refacimento.
O Conga pode ser, ou não, aterrado, cruzado, preparado, também é possível que tenha pedras, ou pontos riscados, ou imagens, ou as três ou nenhuma dessas representações.
Ele pode ser circular, em formato de estrela, ou triangular, mas também pode ser um simples armário com os elementos ali dispostos.
Imagem de Orixás africanos e Santos Católicos, podem predominar no Jabutá, ou conviver na mais plena e pura harmonia, até busto de Allan Kardec pode ser inserido, sem problemas nenhum.
Ele, o Canga, sendo tratado com todo o carinho e respeito, não importa a aparência, como ou com o que ele é feito, o que importa é o sentimento que ali despejamos, é a fé que depositamos naquele cantinho que consagramos como nosso elo com o Sagrado, com o Alto.
Mas o grande segredo é construir o seu próprio Gonga, com o material, a forma, os elementos e a aparência que você quiser, dentro do seu coração, pois é esse, que você vai reverenciar todos os dias e é ali que ira tratar seus guias e amigos espirituais, pois fazendo isso, estará reverenciando e tratando à você mesmo.

Saravá.
Rafael d'Ogum

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Os detalhes são enormes

Os mínimos detalhes são aqueles que realmente nos dizem alguma coisa. Muitas vezes a espiritualidade nos mostra, pelo contexto, a forma mais adequada para passarmos pelas situações pontuais.
Quantas vezes, ao abrirmos nossos corações aos pretos-velhos, por exemplo, contando nossos problemas e dificuldades, Eles apenas ouvem, pitando seus cachimbos e começam a nos contar uma história, que a primeira vista, não tem nada haver com a nossa. E ao terminar essa história, com um sorriso no rosto, para por alguns instantes e pergunta:
"Mais alguma coisa que esse pobre preto consiga lhe ajudar?"
Então, muitos de nós, completamente sem jeito, e até mesmo desapontados, por não ter recebido as resposta que queríamos, agradecemos e nos retiramos, mais leves, porem tristes.
Vamos para casa, julgando não ter sido bem atendido, julgando uma possível má vontade daquela entidade, e até mesmo do médium, julgando e julgando.
Quando cansamos de julgar e começamos à avaliar a história contada pela entidade, notamos que aquela história tem todas as respostas, e estamos inclusos nela, em uma outra perspectiva.
Aquele ser que se mostrou indiferente, estava simplesmente nos mostrando que para todas dúvidas e problemas, basta apenas olhar por outra ótica. E a pergunta do Pai Preto, nos ensina ainda mais. Principalmente a pensar tudo, sem julgar nada.

Paz e Fé.

Rafael d'Ogum