terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Livro Visões de Umbanda


A doutrina e filosofia da Umbanda tratada de forma leve e fácil, Exemplificando com pequenas histórias.

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Livros Falando sobre Umbanda


Um bate-papo informal, que trás muito conhecimento sobre a doutrina Umbandista e Espiritualista.

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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Cruzeiro das Almas

    Vamos começar esse texto com uma pergunta simples que muitas
pessoas nos fazem...

    O que é o Cruzeiro das Almas?

    Dentro da Umbanda é um dos pontos mais respeitados de todo nosso
ritual

    O Cruzeiro das Almas geralmente é encontrado dentro de cemitérios,
que na Umbanda chamamos de "Campo Santo" ou "Calunga Pequena".

    Nesses locais, o Cruzeiro das Almas ficou conhecido como uma
grande referência para que as pessoas acendessem velas para iluminar,
homenagear e se lembrarem de seus entes desencarnados e que foram
sepultadas naquele local, e fazem isso também para que essas almas
sejam encaminhadas e cuidadas pelos espíritos de luz em nome do
trabalho de caridade e do amor de Deus.

    Para quem já foi a uma Calunga Pequena, é fácil de identificar o
Cruzeiro das Almas, que se simboliza com uma grandiosa cruz de
madeira, e normalmente fica bem ao centro do Campo Santo, e de fácil
acesso e bem visualizado.

    Ali naquele lugar, temos uma grande força espiritual, local onde
se trabalha as 13 Almas Benditas, na qual tem a função de auxiliar a
entrada das Entidades trabalhadoras da Calunga Pequena para o resgate
de espíritos desencaminhados, perdidos e viciosos.

    Esse é um dos trabalhos mais belos da Umbanda, pois ao
desencarnar, o espírito por muitas vezes se sente desorientado,
perdido, sem saber os acontecimentos, o que fazer e onde seguir. E
assim com essa força espiritual é feita essa maravilhosa ajuda a
esses espíritos buscarem o caminho que cada um deve seguir, deixando
para trás o apego a matéria, a vida encarnada e os bens materiais.

    Mas como nem tudo são flores, o próprio ser humano faz desse
honroso trabalho de luz um falso ritual mistificador para sanar sua
ganância, vaidade e sua falta de orientação e informação, pois
infelizmente também podemos presenciar em alguns Cruzeiros das Almas
alguns ditos trabalhos de ordem negativa, trabalhos esses que não tem
ligação nenhuma com a Umbanda, e que muitas pessoas acreditam ter,
pois a falta de informação é tão grandiosa que essas pessoas creem que
obsessores, como Kiumbas, Eguns e Zombeteiros são Entidades de Luz, e
que estão ali a seu bel prazer para fazerem trabalhos de magia negra,
porém esses rituais além de estar longe de ser rituais umbandistas,
quem o fez não tem o mínimo conhecimento de fatos que estão mexendo,
ou da distância dessas crendices para a Umbanda.

    A Umbanda é irradiada de luz, e sua ação é de total respeito ao
livre arbítrio de cada um, e definitivamente não se faz
nenhum trabalho negativo.

    O Cruzeiro das Almas é tão importante aos espíritos assim como o
ar é fundamental ao encarnado, pois é ele o portal de passagem onde o
espírito passa de um plano vibratório para outro, como por exemplo no
momento do desencarne, nas passagens de um estado de doença física ou
emocional, uma obsessão complexa ou mesmo simples, mágoas, ódios,
rancores e todo sentimento de ordem negativa para uma situação de
cura, equilíbrio e harmonia.

    Dentro da Umbanda, em terreiros, centros, tendas ou templos,
encontramos o Cruzeiro das Almas ou conhecido também por "Cantinho das
Almas", e nesse local que são feitos assentamentos e firmamentos para
a proteção da casa e dos médiuns sobre as influências de seres
infelizes, Kiumbas, Eguns, Zombeteiros e obsessores de todos os tipos,
da mesma forma no qual é feito nas Calungas Pequenas.

    Muitas pessoas mal informadas, sem teor da religião umbandistas,
mistificadores sem orientação, tem o mau costume de dizer que o
Cruzeiro das Almas traz má sorte, além de ser um chamariz da morte,
contudo nada tem a ver essas colocações, isso não passa de crendices
dessas pessoas que veem coisas obscuras até no ar que respiram, é uma
falta tremenda de informação, e chega até ser uma falta de respeito
com o Cruzeiro, com as Almas e com o Orixá regente desse local, o
nosso poderoso Omulú/Obaluaiê.

    E para piorar essas crendices, infelizmente essas colocações não
veem apenas de pessoas que estão fora da Umbanda, pois vemos
umbandistas consagrados, como Zeladores (pais e mães de santo), e
muitos filhos de santo dizerem essas coisas sem fundamento algum,
fazendo assim espalhar falsas informações sobre um local tão abençoado
e de grande importância para todos nós.

    Devemos sempre lembrar que o Cruzeiro das Almas é um magnífico
ponto de luz, e ao nos dirigirmos a ele devemos proceder como fazemos
em qualquer outro campo de força de atuação vibracional dos Orixás, é
primordial o respeito, o bom senso e principalmente a elevação da fé.

    Para quem frequenta terreiros, centros e tendas de Umbanda com
mais frequência, certamente já passou por um fato no qual muitas
pessoas ainda não compreendem o porquê desse acontecimento. Estamos
falando de quando um Guia de luz chega até nós, nos entrega uma vela
branca, e recomenda que a acenda no Cruzeiro das Almas. A nossa mente
nesse momento trabalha de uma forma incessante, nos fazendo crer que
possamos estar acompanhados por Eguns, Kiumbas ou algum espírito
sofredor, porém nos esquecemos que tal qual na Calunga Pequena, ali é
um ponto de transformações inerentes a vibração de Omulú/Obaluaiê, o
senhor das Almas e das passagens, e muitas vezes a "vela" não é para
os outros que possam estar nos obsediando, mas sim, para nós mesmos,
para que assim podermos com a ajuda de Omulú/Obaluaiê transmutarmos
algo de ruim que ainda não estamos conseguindo sozinhos resolver
dentro de nós.

    Temos que entender que a cruz na Umbanda e um símbolo de
ascensão, da conexão entre a espiritualidade, a matéria física e
planos vibratórios transcendentes.

    Nos Terreiros sabemos que Omulú/Obaluaiê é o Orixá que rege toda
as forças do Cruzeiro das Almas, e as Entidades de Luz que mais fazem
uso desses símbolos são os amáveis Pretos Velhos. Podemos notar isso
em seus rosários, seus terços, seus pontos riscados que normalmente
tem uma cruz ou mesmo o Cruzeiro das Almas desenhados de forma
tradicional, demonstrando assim a elevação espiritual que essas
Entidades trazem consigo.

    O mesmo respeito que devemos ter pelo Cruzeiro das Almas devemos
ter pelas Entidades que conduzem esse maravilhoso símbolo, pois como
observamos a cruz é um símbolo por demais antigo, e os Pretos Velhos
são os anciãos da Umbanda. São espíritos velhos, sábios, com tanta
elevação que são capazes de transitar em diversos planos sutis da
existência. Os terços que carregam consigo trazem a sabedoria de
milênios.

    Quando sé é montado um Cruzeiro das Almas em nossas casas de
Umbanda, e nela colocamos as imagens de nossos amados vovôs e vovós,
seus elementos de trabalho junto as palhas de Omulú/Obaluaiê, Orixá
regente dessas Entidades juntamente com Oxalá, ali estamos
estabelecendo um ponto de força energético espiritual dos mais
importantes para a humanidade. Ali é um canal de ligação de nossos
rituais umbandistas aos termos mais evoluídos do plano espiritual.
Estamos nos conectando com os seres de luz que em gesto de caridade
emprestam ao terreiro as mais variadas sabedorias e conhecimentos. Não
é a toa que Obaluaiê é sinônimo de Evolução e os Pretos Velhos de
sabedoria. São os responsáveis por nos nortear, nos conectar nas
diversas cruzes da existência.


    Portanto, para finalizar, vamos ter em mente que o Cruzeiro das
Almas é um ponto energético de luz e caridade, que auxilia a nortear
os desencarnados, e aos encarnados mostra que não devemos nos apegar
nas crendices, levando o nome santo do Cruzeiro das Almas em colocações errôneas feitas pelo próprio ser humano, ou seja por
falta de informação, por ser mau caráter, por vaidade, por miticismo.
Devemos respeitar o Cruzeiro das Almas, pois certamente um dia
passaremos por ele em busca de um portal de passagem entre o mundo
material e o mundo espiritual.

    Salve o Cruzeiro das Almas!

Carlos de Ogum

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Resumindo a Umbanda



“A Umbanda é a manifestação do espírito para a Caridade.”
Essa é a descrição da Umbanda feita pelo Caboclo das Sete Encruzilhadas

“Benevolência, indulgência e perdão.”
Assim é descrita a caridade no livro dos espíritos.

Benevolência é a bondade de ânimo para com algo ou alguém.
Indulgência tolerância com atitudes e idiossincrasias alheias; complacências.
Perdão é a remissão de pena ou de ofensa ou de dívida; desculpas; indulto.

E a nós, só cabe pensarmos sobre isso.

Cacique Rafael Hernandes

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Conduta mediúnica


Como é importante a atuação assertiva dos médiuns, muitos dos que trabalham como médiuns na Umbanda, não tem a mínima noção do quão importante é a sua missão.
Sempre que um consulente para na frente de um médium, seja ele incorporado ou não, esse consulente esta dividindo ali, seus anseios e seus desejos, e exatamente naquele momento, ele esta falando ao médium. “Eu divido contigo o meu livre-arbítrio.”
Há muitos médiuns que tem enorme dificuldade de compreender a grandeza disso, pois quando vamos conversar com alguém que se dispõem a abrir seu coração para nós, essa pessoa esta disposta a nos ouvir, como se fossemos seres mais sábios (o que não é nenhuma verdade, já que todos somos repletos de vicissitudes) e ali, querem uma luz para tomar suas decisões.
Os médiuns devem postarem-se de forma correta e, neste momento, esquecer suas verdades, sua percepção sobre a vida e seus sentimentos. Buscar na doutrina, TODAS as respostas a serem dadas as questões que surgirem durante a conversa. Lembrarem dos ensinamentos trazidos pelos Mestres e em momento nenhum realizar julgamentos sobre as ações e pensamentos das pessoas.
Ser médium não é nada fácil, mas não falo isso em relação às faculdades mediúnicas, pois o mediunismo não é uma doença, me refiro à conduta que deve ser seguida por esses seres.
Mas creio que a própria noção sobre o fato de que uma palavra nossa possa interferir diretamente nas escolhas da vida de uma pessoa, já no faz tentarmos ser melhores.

Desejando evolução aos irmãos.

Cacique Rafael Hernandes

terça-feira, 30 de julho de 2019

Umbanda - Aprender com a vida!


Já se vão mais de 10 anos trabalhando para a Umbanda, soa milhares de histórias que já passaram na nossa frente, e em todas, aprendemos um pouco. Cada Sessão Caritativa da TAEPO, nos serve como uma aula de vida.
Nossas entidades nos falam que aprendemos muito mais com a dor do que com o amor, o que confesso ser essa uma verdade. Mas não é necessário que passemos por essas dores para que consigamos adquirir algum conhecimento. Podemos, e devemos, utilizarmos das dores de nossos irmãos para que tenhamos momentos de reflexão sobre a vida e suas provas.
Porem, se compadecer das dores dos próximos não é o mesmo que mergulhar nas profundezas desses sentimentos.
Ninguém ajuda ninguém a separar-se da dor, se jogando de cabeça nesta energia. É importante olhar friamente, por mais que muitas das vezes seja quase que impossível, as situações dolorosas que nossos irmãos se encontram.
Aprendi isso, e venho aprendendo cada dia mais e mais. Olhar de fora, para assim poder buscar na doutrina a forma mais adequada de orientar os sofredores a melhorarem.
“Saber trabalhar nas trevas, sem se inserir nela.” Essa é a frase que vem na minha cabeça todas vez que surge uma história nova, nos atendimentos da TAEPO, essa frase aprendi com o meu querido Caboclo das Sete Espadas.

Desejando luz aos irmãos

Cacique Rafael Hernandes

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Natal 2018

Este Natal, representa o aniversário de 2018 anos, na cultura Cristã/Judaica, de Nosso Senhor Jesus.
Muitos lembram das festas, do Papai Noel, dos presentes, mas poucos são os que recordam o verdadeiro motivo desse feriado.
Esse dia, deve-se ficar com a família, pais, avós e filhos. É uma data que deveríamos prestar homenagens ao messias que foi julgado, condenado e executado por nós, para salvar-nos dos pecados e da baixa energia.
Por isso, espiritualistas, lembro da importância da oração, da reflexão nesta data especial.
É questão de lógica, e respeito, evitarmos os excessos, principalmente em relação ao consumo de álcool e entorpecentes, em geral. Pois o Natal esta longe de ser o dia do lixo, bem pelo contrário, a baixa espiritualidade já sabe que as pessoas, chutam o balde, e ficam à espreita, esperando o vacilo.
Lembrem do real motivo do Natal, lembrem do aniversariante e feliz Natal!

Cacique Rafael Hernandes

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Salve o Hino da Umbanda

Levar ao mundo inteiro a bandeira de Oxalá. Não são apenas palavras soltas em uma canção.
São orientações espirituais para os Umbandistas.
Vejo muitos Umbandistas que não divulgam, não levam adiante a doutrina espiritualista e umbandista.
Creio eu, que muitas vezes não o fazem por vergonha, por medo de algum preconceito que possam vir a sofrer, ou até mesmo, por não se sentirem seguros na doutrina que receberam.
Mas afirmo, irmãos, a doutrina nada mais é do que amor e caridade.
E quando ouvimos e cantamos no hino a frase que nos convida a levar a bandeira de Pai Oxalá ao mundo inteiro, ele nos pede para falarmos de compaixão e Umbanda. 
Vamos lá!
Vamos gritar aos quatro cantos do mundo a nossa fé! E pararmos de nos apresentar como espíritas e/ou católicos não praticantes. 
Saibam que nossa religião é centenária e reconhecida mundialmente. E mesmo assim, muitos de nós, ainda se esconde.
O mundo precisa de Amor, o mundo precisa de Umbanda.

Cacique Rafael

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Vencendo pelos derrotado

Acredito que o que aumenta o preconceito, muitas vezes, é o vitimismo dos que se sentem alvo dos preconceitos.
Irmãos, já pararam pra pensar que se nós espiritualistas e umbandistas, não escondessemos nossa crença, nossa religião poderia ser bem mais aceita?
Durante muitos anos, eu realizava processos seletivos, questionava os candidatos sobre os mais variados temas. Quando questionava em relação à religiosidade, normalmente ouvia, "Não sigo religião nenhuma.", mas meus olhos treinados à avaliar o candidato, desde a hora que ele chega, sempre viam seguranças, guias, e medalhinhas, pois quem não pede aos guias um emprego quando desempregado. Então esse selecionador perguntava sobre o amuleto que se fazia visível. Daí sim, vinha um " É, eu fui num centro."
Normalmente o constrangimento dominava o ambiente. Para acalmar as coisas, eu afirmava ser Cacique de Umbanda e que religião não seria problema para conseguir a vaga, pois tínhamos em nosso quadro pessoas vinculadas as mais variadas religiões.
Então, depois da tensão quebrada, vinha algo assim. "Pois é, sou filho de Oxossi." ou "Que legal, eu sou da Mulambo, e o senhor." ou ainda "Interessante, sou filha de Iansã e estou procurando uma casa para trabalhar, quem sabe poderei ser sua funcionária e filha de santo." kkk.
Por isso pessoal, que eu falo e repito, vamos vencer esse preconceito, que nos joga nos porões da história! E para isso, precisamos acabar com o preconceito que existe dentro de nós e nos coloca nos porões da nossa própria história.
Vençam por aqueles que foram derrotados.

Cacique Rafael

domingo, 9 de dezembro de 2018

Umbanda, a beleza esta nos olhos

Sempre achei bonito as ritualísticas, as vestes, a postura em algumas terreira, meus olhos brilhavam. Meu coração vibrava ao toque do atabaque. Aquele templos grandes, lotados de filhos de santos e fiéis.
O Conga com, sei lá, 70 imagens ou mais.
Oferendas lindíssimas para os mais variados motivos e Orixás.
Enfim, tudo sempre me chamou a atenção. Imaginava o quão interessante seria fazer parte de disso. 
Mas quis a vida, e o alto, me apresentar a Umbanda. Onde não há esse glamour todo. As vestes são brancas, os pés descalços, apenas algumas imagens no Jabuta, mas que são compreendidas como simples ferramentas para ajudar na concentração, o toque do tambor só se faz em trabalho de esquerda, e quando se faz necessário, ritualística simples, sem despachos, Tendas humildes, poucos seguidores.
A Umbanda me mostrou, que sim, é possível fazer mais com menos. Aliás, fazer tudo contando apenas com a fé, há casos que só tem a sua própria fé. 
Porém, aprendi que tudo aquilo que eu via nas terreiras que visitei, são importantíssimo para que naquilo acredita, ou quem acredita que aquele procedimento todo é necessário.
Ainda hoje, vejo beleza nos ritos africanistas, alguns misturados com a Umbanda. Porem não me vejo, como já me vi, integrando uma corrente de trabalho assim. 
Estou muito bem, podendo ajudar pessoas a se ajudarem. Apenas aplicando os Sagrados Ensinamentos da Umbanda.
Convido à quem quiser conhecer a Verdadeira Umbanda, à nos visitarem.

Que Pai Oxalá vos abençoe.

Rafael Hernandes

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Orixá Regente 2019, Ogum

Teremos pela frente um ano com a regência de Ogum.
Orixá representante da ordem, da retidão e só trabalho. O ano de 2019 é ano de batalhas, já que Ogum é General de Umbanda.
Mas essas batalhas, essas demandas serão vencidas, desde que a retidão e o honra forem suas armas e seu escudo.
Porem, lembro aos leitores que este ano que se inicia, é o ano final da "data limite", estipulada por Francisco Cândido Xavier.
Então, repito, ano de batalhas e mudanças. Ano em que a Moral será testada a todo momento.
Então irmãos, nos preparemos, pois muitas novidades se avizinham.

Rafael Hernandes

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Orixás na visão Umbandista

Assunto dos mais controversos na Umbanda é a de quais Orixás fazem parte da Umbanda.
Em nossa Tenda, os nominamos Oxalá, Ogum, Oxum, Xangô, Iansã, Oxóssi e Iemanjá.
Mas não está agindo errado quem acredita em Bara, Yori, Yorimá, ou outros.
E a explicação é simples e acertiva.
Paramos para meditar sobre o assunto e lembramos de um ensinamento de Pai Francisco de Aruanda, que diz "Os Orixás não são seres, como os seres que conhecemos, mas sim forças de ação do Pai Maior".
Isso então me fez compreender que Orixás não são Deuses, mas sim Deus. Digamos que Eles são os Verbos de Deus.
Mas como chama-los?
Poderíamos chama-los por Amor, Vibrar, Ajustar, Compreender, e por ai vai.
Só que me lembro, também, dos ensinamentos contidos na história da Umbanda. Quando perguntado sobre seu nome, o Caboclo das Sete Encruzilhadas afirmou "não ser necessário", claro que com a repetição desta questão ele se obrigou a responder. "Já que queres um nome, me chamem de Caboclo das Sete Encruzilhadas, pois para mim não haverá caminhos fechados."
Mas reparem, a primeira afirmação foi sobre a não necessidade de um nome.
Então, meus irmãos, creio não haver necessidade de batizarmos  os Orixás, apenas sermos gratos pela existência deles. Já que são eles as ações de Deus.

Saravá a Luz de vem de Aruanda.

Rafael Hernandes

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

De verdade, a verdadeira Umbanda

O que, a maioria das pessoas compreende por Umbanda, na verdade se afasta da raiz desta religião tão bela e simples.
Eu, quando tomei a decisão de trabalhar com essa linha da espiritualidade, comecei a tentar saber maia sobre ela. Fui à alguns terreiros, sempre pedindo orientação ao meu Pai Ogum.
Sempre solicitava a ele que se não fosse o lugar correto para o meu desenvolvimento, que não me deixasse ficar. E assim foi!
Apesar de muitos convites, sempre algo acontecia para que eu não participasse das correntes.
Até que um dia, essa entidade, que me "impedia" de entrar nas casas, me levou à uma pessoa que me ajudaria trabalhar minha mediunidade.  Onde esse Caboclo se manifestou, quase que de imediato, a afirmou:
- Este filho, que começa a engatinhar nas lides espiritualistas, nunca permiti que entrasse em terreira nenhuma. Pois nós, a espiritualidade, o guiaremos e à todos que nos seguirem.
Voltei para casa uma semana depois, já lidando um pouco melhor com a mediunidade quando que para minha surpresa, essa entidade, o Caboclo das Sete Espadas, se apresentou para mim, me dando a autorização para começar à desenvolver, ainda mais, minha mediunidade na prática. Mas me deu algumas regras que eu deveria seguir, caso contrário os espíritos que me acompanhariam seguiriam outros caminho, e não mais me tutelariam e ensinariam sobre a espiritualidade. Regras morais e comportamentais.
Eram simples, algumas posso citar:
* Nunca cobrará nenhum centavo por nenhum trabalho, aconselhamento e nada que envolva a mediunidade ou o templo. (Se uma moeda entrar pela porta, a espiritualidade sai pela mesma)
* Não terás "filhos de Santo". (Pai só existe um, Deus)
* O templo sempre será simples, e deverá ser chamado por Tenda. (A humildade deve sempre ser a linha mestra)
* O estudo deverá ser permanente, pois é necessário a Evolução Científica.
* As boas ações serão diárias, pois é imprescindível a Evolução Moral.
* A leitura e entendimento dos Evangelhos, antigo e novo. E das obras de Kardec.
* Ouvir à todos, aprendendo e ensinando, pois essa é a vontade do Criador.
* Nos trabalhos de direita, não haverá toque de instrumentos nenhum.
* Nos trabalhos de esquerda não haverá corte de animais, e nem trabalho com sangue.
* despachos, direita ou esquerda, apenas com autorização de meus mentores.
Enfim, e então abrimos a Tenda de Apoio Espiritual Pai Ogum, já se vai quase dez anos, e ainda estou aprendendo, trabalhando e seguindo essas e mais outras regras, que me fazem bem. Ah e a pessoa que me ajudou com a mediunidade, lá no começo, o Caboclo a afastou também.
E assim vou compreendendo a verdadeira Umbanda, sem mistura e sem contaminações, bebendo direto da fonte da espiritualidade.

Grato por tudo que a Umbanda me proporcionou.

Rafael Hernandes

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Narcisismo vs Umbanda

Uma das coisas mais perigosas é quando o narcisismo vence a doutrina, e cada um se sente no direito de fundar a sua própria Umbanda.
Acredito que algumas variações doutrinárias são importantes para a capilarização da Umbanda, mas não podemos aceitar que a essência da Umbanda seja perdida ou denegrida.
Na verdade não seriam nem variações doutrinárias, mas sim na apresentação, na linguagem. Pois como sabemos, a Umbanda é uma religião popular que deve falar às pessoas, toca-las no fundo do seu coração, alimentando assim as suas próprias forças para que essas consigam alcançar seus objetivos.
Existem alguns princípios na Umbanda que devem ser respeitados e seguidos para que a essência da não fique prejudicada. Ao meu ver são:

* Não há sacrifício animal;
* Não há nenhum tipo de cobrança;
* Não há trabalhos de amarração, ou Magia Negra;
* Jesus, o Cristo, deve ser sempre louvado;
* A humildade deve ser a base de tudo;
* A Caridade é o que deve nortear a vida de um umbandista;
* Rituais são para os olhos e a fé para a alma.

O resto é adorno, enfeite.

Ninguém é obrigado a concordar comigo, pois não sou o Papa da Umbanda, aliás, a Umbanda não tem Papa.

Pensemos nisso.

Saravá.

RafaelHernandes

domingo, 22 de julho de 2018

O Mendigo é o Tata Caveira

Eis que eu estou indo almoçar perto do cemitério da Vila Mariana e um mendigo me aborda na rua pedindo um prato de comida. Nunca dou dinheiro, mas é muito comum eu comprar pão, sanduíches, leite ou comida para pedintes quando vou no supermercado na Liberdade e tem sempre algum pedinte no caminho.

Como ele não estava bêbado nem em trapos, não teria problema em entrar no restaurante. Ao invés de só comprar um lanche, acabei almoçando com ele. Ele me contou que trabalhava como carroceiro e que chegou até a ser casado, “com a mulher da vida dele”, mas que eles brigavam muito por causa da bebida e ela o largou, e acabou morrendo de alguma doença um tempo depois. Ele se sentiu culpado, disse que se ele estivesse do lado dela ela não teria ficado doente, e largou a bebida. Depois, acabou se mudando ali para a região do cemitério, onde faz uns bicos ajudando nas floriculturas e tomando conta dos carros. E todo dia ele ia visitar a esposa antes de voltar pro barraco. Ele perguntou se eu era casado e, quando falei que sim, disse pra eu sempre tomar conta da minha esposa.
Antes de nos despedirmos, peguei uma das rosas vermelhas do buque da Maria Navalha que estava comigo e entreguei pra ele. Falei pra dar de presente pra esposa, que ela iria gostar. Ele agradeceu e saiu, em direção do portão do cemitério, cantarolando baixinho:

Falange Caveira ⬅️

“Portão de ferro
Cadeado de madeira
Na porta do cemitério
Eu vou chamar Tatá Caveira“

Não teve como não lembrar das palavras do Seu Tatá Caveira no domingo: “Pode deixar, filho… você cuida dos meus que eu cuido dos seus…”

John Constantine feelings…

sexta-feira, 20 de julho de 2018

O que incorporar na Umbanda

O Umbandista, não tem que se preocupar com quem pode incorporar, mas sim com o que.
Não importa se o Caboclo é da linha de Ogum ou de Xangô. Nem se o Preto é do Congo ou de Aruanda. O Exu é da Lomba ou da Calunga.
O que importa se a entidade é chefe de falange ou falangeiro?
Qual é o valor disso?
O que o filho de Umbanda tem que incorporar é o bem viver para o bem.
Os conceitos da filosofia umbandista devem estar presentes no dia-a-dia dos filhos de fé.
Simples assim.

Rafael Hernandes
Cacique de Umbanda

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Umbanda, religião e rituais

Quem me conhece sabe o quanto me preocupo com a Umbanda, no sentido de o quanto a nossa religião anda defasada e perdida, em novos conceitos e dogmas.
Não sou o portador da verdade absoluta, muito menos me foi concedido uma procuração para falar em nome dos irmãos Umbandistas, ou habitantes de Aruanda. Falo apenas o que minhas pesquisas e conversas, com entidades elevadíssimas, me permitem.
Não vejo problema algum em se criar novos rituais, apesar de eu não faze-lo, pois a Umbanda precisa ser renovada todos os dias, ser oxigenada.
Porem, não o faço, por acreditar que a Umbanda é absolutamente completa dentro da ritualística já existente. E, por sinal, pouco conhecida pelas próprios Umbandistas.
Creio que a invenção de novos processos ritualísticos, apenas povoam ainda mais, conceitos. Enfeitando-os de forma a , muitas vezes, se perder o significado.
Quanto mais complexo for um ritual, menos se presta atenção no principal motivo para o qual ele esta sendo realizado. Muitos detalhes atrapalham.
No meu humilde modo de ver as coisas da Nossa Amada Umbanda, creio que Caboclo das 7 Encruzilhadas nos ensinou o que precisávamos saber sobre a Sagrada Umbanda, e restante seria apenas mais do mesmo, ou enfeites.
Nem estou falando da triste miscelânea entre Umbanda e religiões Africanistas. Que como boa parte das pessoas tem o conhecimento, são religiões absurdamente distintas. Mas que muitos teimam em, perigosamente para ambas, fase-las uma só.
Peço compreensão e discernimento para quando forem "inventarem" algo em algo tão lindo.

Luz e paz.

Rafael Hernandes

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Quem é quem?

Filhos de Umbanda, meus irmãos.
Muitas pessoas falam que se "quer conhecer alguém, de-o poder." E esse poder pode ser moral, posicional ou financeiro.
Essa é a mais pura verdade. Muitos de nossos irmãos se posicionam de forma distinta quando se "alcança" algum tipo de poder.
Muitos relacionamentos findam por causa do dinheiro, por exemplo. Se um cônjuge tem os rendimentos maiores do que o do outro já é motivo para que haja uma disparidade na relação.
Outros casos é a imposição física. Quando alguém tem um corpo mais robusto que o outro, acaba por fazer um amedrontamento, que as vezes não é intencional, mas intimida seus interlocutores.
Imagina quando isso vai para a esfera religiosa?
O Pai-de Santo, ou Cacique de Umbanda, por ter um "cargo" mais elevado dentro de uma comunidade religiosa, tem um poder nas mãos. E o modo de utilizar isso vai muito além do caráter de cada líder religioso, mas sim da doutrina que tens e que divulga.
Isso serve para líderes de qualquer segmento religioso.
Devemos entender que as pessoas não aprendem apenas por palavras, mas sim por gestos e atitudes.

Vamos ser mais humildes para que possamos ensinar humildade.

Rafael Hernandes

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Falando sobre Umbanda

Há algum tempo, venho utilizando-me do facebook para falar um pouco sobre o meu modo de ver, entender e vivenciar a UMBANDA.
Tento de todas as formas seguir o que o Hino da Umbanda nos diz que devemos fazer. 
Levar ao mundo inteiro a bandeira de Oxalá.
Entendo que são poucas as pessoas que tem o hábito a leitura, muitas vezes, as pessoas preferem ouvir e ver. Então transmito ao vivo, as minhas verdades sobre essa religião que amo tanto.
Consigo expor minhas idéias de forma muito mais solta do que por escrito. Longe de mim pensar em parar com as postagens do blog, até por que há público para tudo, e a Umbanda deve ser levada à todos.
Então, caros e queridos seguidores, alem desde singelo blog, acompanhem-nos no face. Sempre postamos mensagens espiritualistas lá e nas quintas temos a nos live.
FALANDO SOBRE UMBANDA

Luz e Paz

Rafael Hernandes

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Existiram Orixás?

Despreparados são os que compreendem os Orixás como personas. Como seres que, em algum momento pisaram em Terra e vivenciaram a experiência física.
Nas religiões de Matriz Africana, exite muitas lendas e mitos, mas para nós Umbandistas, aprendemos de uma forma diferente à respeito dos Orixás.
Orixás são Emanações Divinas, Forças Atuantes de Deus, e não seres mitológicos que possuíam Poderes Celestiais.
Ogum, na visão Umbandista, não foi um Guerreiro/Cavaleiro que com sua espada matava à todos que não seguiam as suas ordens, Iansã não foi esposa de Ogum ou de Xangô, Oxosse não era um índio que habitava as matas e nem nada parecido.
No modo Umbandista de entender os Sagrados Orixás, esses são, realmente vibrações de Deus e ponto.
Ser filho de um Orixá, na umbanda, é ter em sua alma determinada vibração, e não que esse tenha a paternidade, ou a maternidade deste ´´filho``.
Sei que muitos Umbandistas, ou que assim se consideram, virarão o nariz para essa postagem, mas como sempre falo, escrevo sobre assuntos sobre a minha óptica. E de acordo com a forma que aprendi com as entidades que me assistem.
Não afirmo aqui, que essa parte da mitologia africana, não possa ter realmente existido, em outro plano, mas seria muito improvável que isso tenha ocorrido no mesmo plano que habitamos. poderíamos comparar, tranquilamente a Mitologia Africana com a Mitologia Grega. Mas creio ser absolutamente desnecessário  nos prendermos em assuntos que não nos levaria em lugar algum.
Mas é correto compreender que os Orixás nunca necessitaram utilizar de um veículo tão grosseiro quanto o corpo que habitamos.

Muita Luz e Discernimento.

Rafael Hernandes