terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Umbandista e a Vaidade


A falta de união entre os terreiros de Umbanda está relacionada à vaidade e ao egocentrismo de determinados dirigentes umbandistas. A vaidade é como um veneno que contamina a alma do indivíduo. É um entorpecente letal que, se não for cuidado em tempo, levará o sujeito a um desfecho completamente irreversível. Essa mesma vaidade é ainda um mal que destrói a verdadeira missão da Umbanda: a Caridade!
Normalmente, a vaidade começa com um pequeno elogio: "Nossa, Fulano trabalha bem naquele terreiro!" ou " Fulano tem um 'Guia' muito forti..."
Enquanto elogios desse tipo não chegam aos ouvidos do Fulano, tudo anda bem. Porém, a coisa começa a degringolar quando tais palavras alcançam o desavisado. É realmente um veneno, mas só se o alvo deixar entrar em sua corrente sanguínea. Aí, não tem jeito...
O Fulano, movido pela vaidade, passa a se achar o bambambam da Religião. Acredita que só ele é quem detém as chaves dos mistérios umbandistas. Só ele tem a melhor incorporação: a mais forti. Pensa que só o seu cabocro é quem tem o poder de desfazer todas as demandas; só o seu inxum é quem é o Cabra mais poderoso; só o seu preto-velho é o mais iluminado. Tudo isso toma uma proporção maior ainda quando o Fulano é o "dono" do Terreiro onde ele diz que pratica a Caridade.
Contaminado pelo veneno da vaidade, o Fulano passa a desfazer dos outros "terreirinhos" ao redor. Acredita que só o dele é que tem os verdadeiros e únicos fundamentos da Religião; só o dele é que segue o verdadeiro ritual; só o dele é que tem a raiz mais profunda; só os seus antepassados é que praticavam a "verdadeira" Umbanda... Tudo isso é triste... Mas, aliado à vaidade, surge o egocentrismo de certos dirigentes.
Do alto do ilusório pedestal, o Fulano passa a ser o Senhor das Duas Torres (acho que já vi esse filme...): a vaidade e o orgulho! O Terreiro passa a ser uma extensão de si mesmo. Toda a sua vaidade e o seu ego inchado refletem no terreiro que ele comanda... O ritual já não tem a simplicidade do início. Suas vestes já não são mais tão simples como quando despertou o primeiro amor pela religião... Até os médiuns mais novos alimentam um certo orgulho de pertencerem ao "melhor" centro de Umbanda. Já não vêem com bons olhos os trabalhos realizados pelos mesmos Guias de sua casa no Terreiro vizinho. Acreditam que os médiuns do terreirinho da esquina estão mistificando e que os Guias de lá, não são Guias.
Egocêntrico, vaidoso e cada vez mais alienado das novidades da Religião e do crescimento de outras casas, o Fulano embebeda a todos com sua filosofia sem fundamentos do que é a verdadeira Umbanda... Despeja uma infinidade de pedras nas casas alheias; passa a criticar as atitudes dos outros pais de santo, dos outros chefes de terreiro; diminui o trabalho dos novos umbandistas (ainda mais se esses abrem um novo terreiro para a prática simples da caridade...); inicia a apresentação de um ritual rebuscado, cheio de inovações, poluído de mundanismo; ofuscante de tanto brilho e de tanta pompa.
Ora, se tais desvios de comportamento e de conduta ficassem restritos ao seu terreiro, seria bom... O problema fica pior quando o terreirinho da esquina, aquele que foi tão humilhado e execrado, aquele que conservava uma simplicidade sem par, o mesmo que era tão humilde e simples, se envereda pelo mesmo caminho do "Majestoso" e passa a disputar as atenções do público...
Bem, não é necessário enumerar e explanar sobre as mesmas atitudes do outro terreiro. Todas os atos e pensamentos são idênticos! Como se esse estivesse contaminado pelo mesmo vírus, ou pelo mesmo veneno. Seria redundância falar sobre o que o agora nada-humilde terreiro faz "em nome da caridade".
A união é impossível diante de quadros como esses...
Como unir dois potentes vaidosos e egocêntricos? Quem brilhará mais? Qual dos dois irá deter o título de "melhor"? Qual deles tem a raiz da Umbanda?
Onde houver vaidade, não subsistirá a Caridade.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

UMBANDA: 104 anos


Hoje, dia nacional da Umbanda, essa religião magnífica e essencialmente brasileira, desde sua origem até sua doutrina.
A Umbanda sintetiza o povo, a cultura e a história do Brasil, a simplicidade de suas palavras mascaram a complexidade de seus ensinamentos, tornando fácil a compreensão e o desvendamento dos mistérios da espiritualidade.
Dia 15 de novembro, representa oficialmente o dia da nossa Amada Umbanda, dia que nós Umbandistas comemoramos o aniversário dessa mãe que abraça, acolhe, protege, abriga e ensina à todos que vão até Ela.
Sabemos na pele, que filho de Umbanda até balança, mas não cai, também aprendemos que a Umbanda é coisa séria para gente séria. E que a todos ajudaremos, sem virar as costas a ninguém, pois todos somos filhos do mesmo Pai.
Estou feliz por poder comemorar essa data, e honrado por ter a possibilidade de levantar a bandeira da Umbanda, levando ao mundo inteiro a bandeira de Oxalá.

Parabéns Umbanda.
Parabéns Povo Brasileiro.

Rafael d'Ogum

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Pai, Amigo e Irmão Ogum




Em casa de Ogum, sempre há muito trabalho, mas também muita proteção. Ogum é general, por tanto, líder por natureza. Comanda seus liderados com um forte senso de justiça, avaliando e respeitando as individualidades, a favor do coletivo. 
Muitas vezes é autoritário, caso seja necessário ministrar um remédio amargo para curar uma enfermidade moral de que vem até ele, pode ter certeza que ele o fará. Também pode ser pai zeloso e preocupado, ou até mesmo o irmão mais velho, amigo e conselheiro.
Se apresenta sério, não é de mostrar muito os dentes, e não é de muitas palavras, não esconde o jogo e vai direto as assunto, provocando muitas vezes um certo desconforto em quem prefere ouvir o que quer e não o que é preciso.
Quem vem pedir auxílio de Pai Ogum, nunca fica desamparado.
Por ser muito franco, não tolera falsidades, nosso guerreiro não derruba pessoas hipócritas, até por que esse tipo de gente cai sózinho, mas também não faz força alguma para ajudar a levantar, a não ser que haja um arrependimento e melhoramento moral.
Todos que conhecem os trabalhadores dessa linha, acabam criando uma admiração por essas magníficas e atuantes entidades.
Souo suspeito de falar, pois sou filho de Ogum, e trago comigo um amor enorme por Ele e sei que ele sente o mesmo por mim. Sinto-me honrado de ser liderado e guiado por esse experiênte vencedor de demandas.

Ogunhê, meu Pai.

Rafael d'Ogum

domingo, 11 de novembro de 2012

O QUE É BOM?




Ninguém tem o direito de obrigar ninguém a seguir essa ou aquela religião, torcer para esse ou aquele time de futebol, gostar dessa ou daquela cor, etc... Se Deus quisesse que todos fossemos Umbandistas, não haveria o Judaísmo ou o Catolicismo.
Em sua grandeza e misericordia, Deus nos deu o livre-arbítrio, uma dadiva absolutamente individual, jamais coletiva.
Esse presente Divino serve para que nós consigamos realizar nossas próprias escolhas. Quando eu abdico dessa minha liberdade divina, não dando ouvido para a minha própria personalidade, tornando-me, apenas, mais um na multidão, estou indo de encontro ao que o Supremo Mestre me reservou.
Agora, se eu quiser coordenar o caminho que a outra pessoa deve seguir, não estou apenas dificultando a evolução desse ser, mas também estou entrando em rota de colisão com a energia superior, por achar ser conhecedor da verdade absoluta sem ser, gerando mais carmas, e ficando devedor para essa pessoa, um dia com certeza terei que pagar.
Devo, então, ter bem claro:
"- Quem sou eu para julgar o que é bom para os outros? Se as vezes fico em dúvida sobre o que realmente é bom para mim."
 
Saravá irmãos.
 
Rafael d'Ogum

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

FACILIDADE UMBADISTA


Existe na Umbanda, uma facilidade bastante grande de se compreender as coisas da vida, já que temos grandes professores, ou melhor, magníficos mestres.
Muitas religiões tem sua doutrina baseadas basicamente  em livros, o que pode dar uma liberdade, um tanto quanto perigosa, de interpretação, outras, tem a sua doutrinação via oral, de líderes para seguidores, o que pode ocasionar a perda de grande parte dos ensinamentos, ou até mesmo, a manipulação de conhecimento a ser passado adiante.
Em nossa Amada Umbanda, antes de aprendermos a doutrina religiosa, devemos compreender, assimilar e assumir a filosofia Umbandista.
Para isso contamos com quem vive essa filosofia em todos os instantes de sua existência. Aprendemos a teoria e a pratica equilibradamente.
Alem dos livros, que nos orientam, e muito, e os ensinamentos repassados oralmente pelos sacerdotes, temos o importantíssimo exemplo vivo de nossas entidades. Não é atoa que os chamamos de guias.
Esse texto não é nenhum tipo de crítica, é apenas uma constatação sob a minha ótica.
Nós, filhos  de Umbanda, entendemos que nossa conduta atrairá espíritos que se afinizam. Se conduzirmos nossas vidas de forma que nos ajude à evolução moral e científica, espíritos de maior claridade tendem a se aproximar de nós, nos dando mais ferramentas para seguirmos o caminho correto.
 
Paz e Luz.
 
Rafael d'Ogum

domingo, 28 de outubro de 2012

Juntos somos Umbanda

Todo o Umbandista sabe que estamos aqui para aprender, a forma mais fácil de evoluir é a soma de histórias e a multiplicação de experiências.
Nessa vida, todos temos o que aprender. A troca de informações e de conhecimento, é algo que fortalece, valoriza e aumenta a estrutura mental e a evolução do indivíduo.
A Umbanda trabalha em prol da coletividade, e nela encontra a sua força e seu brilho. Ninguém conseguem ser Umbandista sozinho, não existe corrente de um elo só. Nós, filhos de fé temos que vibrar o bem, o bom e o justo, mas se fossemos vibrar sozinhos, seria em vão.
É necessário o intercambio, a própria mediunidade é um intercâmbio, e nessa troca, abraçamos-nos para para caminhar, fixando um mesmo destino e recarregarmos nossas baterias.
Sozinhos somos indivíduos, simples indivíduos, agora juntos, juntos somos Umbanda.

Paz, União e Fé.

Rafael d'Ogum

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Professor ateu

Um professor ateu desafiou seus alunos com esta pergunta:
- Deus fez tudo que existe?
Um estudante respondeu corajosamente:
- Sim, fez !
- Deus fez tudo, mesmo?
- Sim, professor - respondeu o jovem.
- O professor replicou:
- Se Deus fez todas as coisas, então Deus fez o Mal,pois o Mal existe, e considerando-se que nossas ações são um reflexo de nós mesmos, então Deus é o Mal.
O estudante calou-se diante de tal resposta e o professor, feliz, se vangloriava de haver provado uma vez mais que a Fé era um mito.
Outro estudante levantou sua mão e disse:
- Posso lhe fazer uma pergunta, professor?
- Sem dúvida - respondeu-lhe o professor.
O jovem ficou de pé e perguntou:
- Professor, o frio existe?
- Mas que pergunta é essa? Claro que existe, você por acaso nunca sentiu frio?
O rapaz respondeu:
- Na verdade, professor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é ausência de calor. Todo corpo ou objeto pode ser estudado quando tem ou transmite energia, mas é o
calor e não o frio que faz com que tal corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Criamos esse termo para descrever como nos sentimos quando nos falta o calor.
- E a escuridão, existe? - continuou o estudante.
O professor respondeu: - Mas é claro que sim.
O estudante respondeu:
- Novamente o senhor se engana, a escuridão tampouco existe.
A escuridão é, na verdade, a ausência de luz. Podemos estudar a luz, mas a escuridão não. O prisma de Newton decompõe a luz branca nas várias cores de que se compõe, com seus diferentes comprimentos de onda. A escuridão não. Um simples raio de luz rasga as trevas e ilumina a superfície que a luz toca. Como se faz para determinar quão escuro está um determinado local do espaço?
Apenas com base na quantidade de luz presente nesse local, não é mesmo? Escuridão é um termo que o homem criou para descrever o que acontece quando não há luz presente.
Finalmente, o jovem estudante perguntou ao professor:
- Diga, professor, o Mal existe?
Ele respondeu:
- Claro que existe. Como eu disse no início da aula, vemos roubos, crimes e violência diariamente em todas as partes do mundo, essas coisas são o Mal.
- Então o estudante respondeu:
- O Mal não existe, professor, ou ao menos não existe por si só. O Mal é simplesmente a ausência de Deus. É, como nos casos anteriores, um termo que o homem criou para descrever essa ausência de Deus.
Deus não criou o Mal. Não é como a Fé ou o Amor, que existem como existe a Luz e o Calor.
O Mal resulta de que a humanidade não tenha Deus presente em seus corações.
É como o frio que surge quando não há calor ou a escuridão que acontece quando não há luz.


Esse texto me foi enviado pelo amigo Lisandro, muito obrigado. Paz e Luz.
                 GRUPO ZEN ADVAITA - A UNIDADE DO SER

sábado, 20 de outubro de 2012

Apronte mediunico


A coisa é séria, o aprontamento dos médiuns trabalhadores de Umbanda.
São necessárias sessões de apronte e muita doutrinação.
É preciso que a Umbanda saia da teoria e entre na prática, quando a Umbanda migrar da cabeça para o coração, deixa de ser apenas uma religião para se tornar a filosofia de vida dessa pessoa.
Normalmente os médiuns Umbandistas desenvolvem dois tipos de faculdades mediúnicas, de acordo coma a missão e/ou função à ser realizada.
Mas o mediador que quiser desenvolver várias faculdades ao mesmo tempo, muito dificilmente conseguirá desenvolver à contento, qualquer uma delas. O foco é importante para tudo na vida.
Para um bom desenvolvimento, é necessário o acompanhamento dos espíritos iluminados, para isso é importantíssimo que a filosofia seja positiva, assim como relatei anteriormente, também a orientação de um cacique preparado para isso ou um médium mais experiente.
Ninguém deve tentar desenvolver suas faculdades mediúnicas sozinho e em casa, fora de uma Tenda ou de um Centro de respeito, pois pode ser perigoso, pode ocorrer a aproximação de espíritos pouco evoluídos.
O apronte é assunto sério, mas como tudo na Umbanda, pode e deve ser tratado de forma leve, já que é assim que é nossa doutrina, séria mas suave.
Outro detalhe importante, não exite uma maneira única para o aprontamento, pois cada pessoa é uma pessoa, com suas histórias, necessidades e missões particulares, também não há um período ou prazo padrão.
Resumindo, é preciso fé, doutrina e orientação.
Que Pai Oxalá coloque bons orientadores em nossos caminhos.

Rafael d'Ogum

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Entre Deus e nós


É chegada a hora de entendermos um pouco mais sobre a relação entre o ser humano e Deus.
Na realidade tudo que é vinculado a humanidade , é ligado diretamente a divindade, até por que fomos criados por Ele, em verdade, Ele criou tudo.
Mas não é tudo, o que Ele nos dá? Ele nos dá exatamente o que é absolutamente necessário para que consigamos cumprir a nossa missão. O restante que,por ventura, conseguimos obter ou alcançar no decorrer da caminhada só tem uma explicação. O merecimento.
Ninguém consegue nada de graça, sempre tem um motivo. Tanto faz se forem coisas agradáveis ou não ao nossos olhos, sempre tem um porquê.
Quando a colheita se apresenta diferente de nossa semeadura. Podemos ter certeza de que é Deus praticando sua justiça misericordiosa, se vem algo à mais do que havíamos planejado, é certo de que estamos sendo testados, no melhor sentido do:
"Muito será cobrado de quem muito se foi dado."
Se veio à menos, provavelmente não fomos merecedores de melhor sorte.
Sempre é bom lembrar que é bem nítida essa relação. Somos filhos de um Pai bondoso e justo, que nos da os presentes de acordo com as nossas notas na escola.

Saravá irmãos.

Rafael d'Ogum

domingo, 14 de outubro de 2012

Permanecer em oração


O que é permanecer em oração? Primeiro precisamos entender o que é oração.
Oração não são palavras decoradas, mas sim atitudes, pensamentos, gestos, etc...
Ajudar quem necessita é oração, um abraço sincero é oração, um sorriso, uma verdade, um afago, até um puxão de orelha pode ser uma oração.
Tudo aquilo que for feito com amor, é considerado oração.
Oração não é reza, oração é um sentimento elevado, um pensamento para o bem, um olhar para o bom.
Logo, permanecer em pensamento é vibrar boas energias sempre, não desejar para o outro o que você não gostaria para você, não estar feliz, mas sim, ser feliz, compreender que somos apenas uma grão de areia em uma imensa duna, mas que nos movemos de acordo com os ventos da vida.
Se religião é o religamento para com Deus, o caminho, a fé é o transporte, logo a oração é o combustível.
Permanecer em oração é permanecer com o pensamento no bem e com o caração no bom.

Que Pai Oxalá nos ilumine.

Rafael d'Ogum

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Obrigado por tudo


Obrigado Umbanda.
Obrigado por me mostrar;
Obrigado por me falar.
Obrigado pela força da magia;
Obrigado por mais uma gira.
Obrigado pelo trabalho do Exu;
Obrigado pela palavra do Preto.
Obrigado por existir;
Obrigado por me permitir.
Obrigado pelo sorriso da Criança;
Obrigado pela esperança.
Obrigado pelo Caboclo guerreiro;
Obrigado por me escolher mensageiro.
Obrigado, obrigado e obrigado
pelos parceiros, amigos, reencontro e desencontros.
Obrigado pela vida e pelas múltiplas existências.
São tantas coisas, tantos motivos, que eu só posso te dizer uma coisa.
OBRIGADO UMBANDA, POR TUDO!!

Rafael d'Ogum

domingo, 7 de outubro de 2012

Magia Inocente


São Cosme e São Damião sincretizam nossas amáveis crianças da Umbanda.
As crianças da Umbanda, não são  necessariamente espíritos de pessoas que desencarnaram no período infantil de sua última passagem sobre a terra.
As Crianças, Eres ou Cosminhos são varias vezes espíritos elementais da natureza que se utilizam dessa roupagem fluídica para transmitir os ensinamentos da pureza.
Quem não se comove ou emociona com as crianças? E exatamente por isso que esses espíritos se utilizam dessa "imagem". Outra coisa, a criança nos mostra que ainda é possível ter Inocência nos dias de hoje e fé no futuro, independente da idade que possuímos hoje.
As crianças na Sagrada Umbanda podem ser descritas pelas mesmas características das "crianças terrenas", são brincalhonas, alegres, amigas, sinceras, doces, carinhosas, e algumas vezes agitadas, arteiras e teimosas.
Mas o certo é que sempre tem muitas coisas para nos ensinar, no valor da amizade, da fé e do amor, esses Seres Iluminados são doutores.
Vendo nossos pequenos mestres em ação, e se nos deixarmos ser inundados pelo amor inocente e incondicional, poderemos entender o verdadeiro significado da vida.

Que Papai do Céu nos abençoe.

Rafael d'Ogum

HOJE FESTA DE CRIANÇAS EM NOSSA TENDA

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Aos médiuns


Todos nós ganhamos um dom, uma tarefa, uma missão, não é poder e nem algo que nos faz melhor que ninguém.
Devemos ter a clara noção de que essa condição não nos garante nenhuma benção especial, mas sim, muito estudo e trabalho. Ser médium é uma grande responsabilidade, pois somos transmissores de mensagens que podem, ou não, alterar o rumo da vida de quem as escuta, para o bem ou para o mal.
Temos que manter nossos pensamentos, nossas emoções e nossas rotinas sempre saudáveis e equilibradas.
Também é preciso compreender as regras naturais da vida, as Leis Imutáveis de Deus e segui-las.
Trabalhadores, ou melhor, ferramentas, aparelhos, servidores do Alto. Aproveitemos esse magnífico talismã multiplicador carmico, que nos foi fornecido para aliviar nossa carga ajudando os outros a aliviarem as suas.
De coração, desejo que todos os médiuns condigam cumprir suas Divinas Missões, quitando suas dívidas passadas, seguindo o caminho ensinado pelo Mestre dos Mestre, o Senhor dos Senhores, o Supremo Médium, o Cristo Jesus.
Que a paz, a luz e os espíritos do alto nos acompanhem por toda a nossa caminhada.

Rafael d'Ogum

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Culpado ou inocente

Conta uma antiga lenda que na Idade Média um homem muito religioso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher.
Na verdade, o autor do crime era pessoa influente do reino e, por isso, desde o primeiro momento se procurou um “bode expiatório” para acobertar o verdadeiro assassino. O homem foi levado a julgamento, já temendo o resultado: a forca.
Ele sabia que tudo iria ser feito para condená-lo e que teria poucas chances de sair vivo desta história. O juiz, que também foi comprado para levar o pobre homem à morte, simulou um julgamento justo, fazendo uma proposta ao acusado para que este provasse sua inocência.
- Sou de uma profunda religiosidade e por isso vou deixar sua sorte nas mãos do Senhor: vou escrever num pedaço de papel a palavra INOCENTE e no outro pedaço a palavra CULPADO. Você sorteará um dos papéis e aquele que sair será o veredicto. O Senhor decidirá seu destino – determinou o juiz.
Sem que o acusado percebesse, o juiz preparou os dois papéis, mas em ambos escreveu CULPADO de maneira que, naquele instante, não existia nenhuma chance de o acusado se livrar da forca. Não havia alternativas para o pobre homem.
O juiz colocou os dois papéis em uma mesa e mandou o acusado escolher um.
O homem pensou alguns segundos e, pressentindo a “vibração”, aproximou-se confiante da mesa, pegou um dos papéis e rapidamente colocou na boca e engoliu.
Os presentes ao julgamento reagiram surpresos e indignados com a atitude do homem.
- Mas o que você fez? E agora? Como vamos saber o seu veredicto?
- É muito fácil. – respondeu o homem – Basta olhar o outro pedaço que sobrou e saberemos que acabei engolindo o contrário. Imediatamente o homem foi liberado.

MORAL DA HISTORIA: Por mais difícil que seja uma situação, não deixe de acreditar até o último momento. Saiba que, para qualquer problema, há sempre uma saída. Não desista, não entregue os pontos, não se deixe derrotar. Vá em frente apesar de tudo e de todos, creia que pode conseguir

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Cinco Grandes Lições de Vida

PRIMEIRA IMPORTANTE LIÇÃO:
Durante meu segundo mês na escola de enfermagem, nosso professor nos deu um questionário. Eu era bom aluno e respondi rápido todas as questões até chegar a última que era:
“Qual o primeiro nome da mulher que faz a limpeza da escola?”
Sinceramente, isso parecia uma piada. Eu já tinha visto a tal mulher várias vezes. Ela era alta, cabelo escuro, lá pelos seus 50 anos, mas como eu ia saber o primeiro nome dela?
Eu entreguei meu teste deixando essa questão em branco e um pouco antes da aula terminar, um aluno perguntou se a última pergunta do teste ia contar na nota.”É claro!”… Respondeu o professor e continuou: “Na sua carreira, você encontrará muitas pessoas. Todas têm seu grau de importância. Elas merecem sua atenção mesmo que seja com um simples sorriso ou um simples “alô”.
Eu nunca mais esqueci essa lição e também acabei aprendendo que o primeiro nome dela era Dorothy.
SEGUNDA LIÇÃO IMPORTANTE:
Na chuva, numa noite, estava uma senhora negra, americana, do lado de uma estrada no estado do Alabama enfrentando um tremendo temporal. O carro dela tinha enguiçado e ela precisava, desesperadamente, de uma carona. Completamente molhada, ela começou a acenar para os carros que passavam.
Um jovem branco, parecendo que não tinha conhecimento dos acontecimentos e conflitos raciais dos anos 60, parou para ajudá-la. O rapaz a colocou em um lugar protegido, procurou ajuda mecânica e chamou um táxi para ela. Ela parecia estar realmente com muita pressa mas conseguiu anotar o endereço dele e agradecê-lo. Sete dias se passaram quando bateram à porta da casa do rapaz.
Para a surpresa dele, uma enorme TV colorida estava sendo entregue na casa dele com um bilhete junto que dizia: “Muito obrigada por me ajudar na estrada naquela noite. A chuva não só tinha encharcado minhas roupas como também meu espírito. Aí, você apareceu. Por sua causa eu consegui chegar ao leito de morte do meu marido antes que ele falecesse. Deus o abençoe por Ter me ajudado. Sinceramente, Mrs. Nat King Cole”
TERCEIRA IMPORTANTE LIÇÃO:
Sempre se lembre daqueles que te serviram. Numa época em que um sorvete custava muito menos do que hoje, um menino de 10 anos entrou na lanchonete de um hotel e sentou-se a uma mesa. Uma garçonete colocou um copo de água na frente dele.
- “Quanto custa um sundae?” ele perguntou.
- “50 centavos” – respondeu a garçonete.
O menino puxou as moedas do bolso e começou a contá-las.
- “Bem, quanto custa o sorvete simples?” ele perguntou.
A essa altura, pessoas estavam esperando por mesas e a garçonete perdendo a paciência.
- “35 centavos” – respondeu ela, de maneira brusca.
O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse:
- “Eu vou querer, então, o sorvete simples”.
A garçonete trouxe o sorvete simples, a conta, colocou na mesa e saiu.
O menino acabou o sorvete, pagou a conta no caixa e saiu.
Quando a garçonete voltou, ela começou a chorar a medida que ia limpando a mesa pois ali, do lado do prato, tinham 15 centavos em moedas – ou seja, o menino não pediu o sundae porque ele queria que sobrasse a gorjeta da garçonete.
QUARTA IMPORTANTE LIÇÃO:
O obstáculo no nosso caminho. Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada.
Então, ele se escondeu e ficou observando para ver se alguém tiraria a imensa rocha do caminho.
Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra.
Alguns até esbravejaram contra o rei dizendo que ele não mantinha as estradas limpas mas nenhum deles tentou sequer mover a pedra dali.
De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao se aproximar da imensa rocha, ele pôs de lado a sua carga e tentou remover a rocha dali.
Após muita força e suor, ele finalmente conseguiu mover a pedra para o lado da estrada.
Ele, então, voltou a pegar a sua carga de vegetais mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra.
A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei que dizia que o ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho.
O camponês aprendeu o que muitos de nós nunca entendeu:
“Todo obstáculo contém uma oportunidade para melhorarmos nossa condição”.
QUINTA IMPORTANTE LIÇÃO:
Há muitos anos atrás, quando eu trabalhava como voluntário em um hospital, eu vim a conhecer uma menininha chamada Liz que sofria de uma terrível e rara doença.
A única chance de recuperação para ela parecia ser através de uma transfusão de sangue do irmão mais velho dela de apenas 5 anos que, milagrosamente, tinha sobrevivido à mesma doença e parecia ter, então, desenvolvido anticorpos necessários para combatê-la.
O médico explicou toda a situação para o menino e perguntou, então, se ele aceitava doar o sangue dele para a irmã.
Eu vi ele hesitar um pouco mas depois de uma profunda respiração ele disse:
- “Tá certo, eu topo já que é para salvá-la…”.
À medida que a transfusão foi progredindo, ele estava deitado na cama ao lado da cama da irmã e sorria, assim como nós também, ao ver as bochechas dela voltarem a ter cor.
De repente, o sorriso dele desapareceu e ele empalideceu. Ele olhou para o médico e perguntou com a voz trêmula:
- “Eu vou começar a morrer logo?”
Por ser tão pequeno e novo, o menino tinha interpretado mal as palavras do médico, pois ele pensou que teria que dar todo o sangue dele para salvar a irmã!
Pois é, Compreensão e Atitude são tudoooooooo !!!
Lembre-se sempre:
“Trabalhe como se você não precisasse do dinheiro, ame como se você nunca tivesse se machucado e dance como você dançaria se ninguém estivesse olhando”.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A própria vida

Mesmo a verdade sendo única, cada Cacique ou Sacerdote de Umbanda interpreta as verdades da espiritualidade, se sua própria maneira.
Isso é errado? Creio que não, pois interpretamos de acordo com a nossa missão, cada Cacique, ou melhor, pessoa é uma pessoa, um indivíduo, um ser único, com sua história, suas vitórias e suas derrotas, portanto, vê a vida de uma forma completamente individual e pessoal, e a espiritualidade nada mais é do que a vida.
Mas a idéia inicial sempre é ou deve ser ser a mesma quando um Cacique vai "iniciar" um médium, ele tem que conhecer este, ao ponto de conseguir utilizar uma forma, para a apresentação das verdades espirituais, que lhe seja fácil a assimilação.
Assim como um bom pai tenda educar todos os seus filhos da melhor forma possível, mas respeitando as suas diferenças e personalidades.
Ninguém é melhor que ninguém, apenas diferentes e essa diferenças faz com que, inteligentemente, se apresente de uma forma impar para cada um de nós.
E essa diferenças são saudáveis e proporcionam o equilíbrio se não a própria vida.
Quando independentemente da apresentação, as verdades espirituais são transmitidas, a Umbanda segue viva.
E o que é a Umbanda alem de ser a própria vida.

Paz, Luz e Amor a todos.

Rafael d'Ogum

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Festa de São Cosme e Damião


Vivendo e aprendendo

Sempre há o que se aprender quando o assunto é espiritualidade, nenhum de nós pode afirmar ser perito nessa área.
Para compreender algo sobre o tema, necessitamos, antes de qualquer coisa, entender que tudo é baseado em uma lógica divina, que nem sempre é clara para nós.
Mas algumas regras nos são bastantes identificáveis. Lei do carma por exemplo, a própria história de nosso mestre Jesus é uma demonstração de conduta perfeita. Até devido ao grau incomparavel de altíssima evolução espiritual e conhecimento da lógica divina.
Nem o senhor Zélio Fernandino de Moraes e nem o querido Francisco Cândido Xavier, que era, ou melhor, são seres de vasto AMOR (Avanço Moral) detinham conhecimento pleno sobre o assunto, se nem eles sabiam tudo, como nós podemos afirmar que sabemos.
Mas que arrogância do Rafael querer avaliar se Chico ou Zélio eram peritos ou não, não é arrogância, sei muito bem me colocar no meu insignificante lugar, apenas vejo com os olhos que Deus me deu e aprendo, ou tento aprender.
O Caboclo das Sete Encruzilhadas foi bem claro: "... aprenderemos com os que mais sabem e ensinaremos aos que menos sabem, e a ninguém viraremos as costas, pois essa é a vontade do Pai.".
Até o Caboclo das Sete Encruzilhadas, que era o guia de um dos seres mais evoluidos que pisou nessas terras, colocava o aprender antes do ensinar.
O que sobra para nós, o que sobra para mim. Baseado nisso, e sabendo que o corpo morre mas a alma sempre vive, outra regra da espiritualidade salta aos olhos.
"Vivendo e aprendendo."

Saravá.

Rafael d'Ogum

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Flor rara

Havia uma jovem muito rica, que tinha tudo: um marido maravilhoso, filhos perfeitos, um emprego que lhe pagava muitíssimo bem e uma família unida.
O estranho é que ela não conseguia conciliar tudo isso. O trabalho e os afazeres lhe ocupavam todo o tempo, e pouco sobrava para a família.
Um dia, seu pai, um homem muito sábio, deu a ela uma flor muito cara e raríssima, da qual havia apenas um único exemplar em todo o mundo. E disse a ela:
- Filha, esta flor vai te ajudar muito mais do que você imagina! Você terá apenas de regá-la e podá-la de vez em quando, às vezes conversar um pouquinho com ela, e ela dará em troca esse perfume maravilhoso e essas lindas cores.
A jovem ficou muito emocionada, afinal a flor era de uma beleza sem igual. Mas o tempo foi passando, o trabalho consumia todo o seu tempo e a sua vida, não permitindo que ela sequer cuidasse da flor. De volta à sua casa, ela olhava a flor, que ainda estava lá, não mostrando sinal de fraqueza ou morte. Apenas estava lá, linda, perfumada. Então ela passava direto.
Até que um dia, mal entrara em sua casa, a jovem leva um susto! Sem mais nem menos, a flor morreu. Suas pétalas estavam murchas e escuras, suas folhas, ressecadas. A jovem chorou muito e contou a seu pai o que havia acontecido.
Seu pai então respondeu:
- Eu já imaginava que isso aconteceria e não posso te dar outra flor, porque não existe outra igual a essa. Ela era única, assim como seus filhos, seu marido e sua família. A relação com as pessoas que nos amam é como a flor: você deve aprender a cultivá-la, dar atenção a ela.
Assim como a flor, os sentimentos também morrem. Você se acostumou a ver a flor sempre lá, sempre colorida, sempre perfumada, e se esqueceu de cuidar dela. Cuide das pessoas que você ama.

Pense-mos.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Blog para contato

Sei que as vezes torno-me chato, inclusive, fujo da ideia inicial do blog.
Hoje aproveito o blog, que esta com uma média de 50 acessos por dia, para falar com as pessoas que me pedem alguns esclarecimentos e orientações sobre doutrina, por telefone ou pelo e-mail, ou até mesmo uma "ajuda espiritual", sei que quando uma pessoa vem até nós, é porque realmente acredita, e nem sempre podemos ajudar como gostaríamos, até por que, não damos "consultas on-line". Mas passamos os ensinamentos que adquirimos com o tempo, e a doutrina é tão linda e completa, que entendendo o básico dela, aprendemos que para tudo nessa vida tem uma maneira espiritualizada de interpreta-la.
Há um amigo, que me ligou à algum tempo, me pedindo uma orientação pois estava com um problema de ordem pessoal e familiar, não colocarei o seu nome no blog. Mas perdi o seu numero, se for possível e de interesse, entre em contato novamente.
Desculpem os demais leitores e seguidores, mas é que esse é o único modo que encontrei para comunicação com esse amigo.
Que Pai Oxalá abençoe a todos.

Rafael d'Ogum

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Multiplicadores da Umbanda

Ser um bom Umbandista é saber ajudar as pessoas, em nossa Tenda tentamos ajudar as pessoas a ajudar os outros, e a ensinar o que aprendemos com a espiritualidade. Acreditamos que ser Umbandistas não é frequentar a Tenda nos dias de Sessão Caritativa ou em noites de Doutrinação, mas sim saber passar adiante os ensinamentos, praticar a essência da Umbanda no seu dia-a-dia e contagiar as pessoas com a maravilhosa luz que vem de Aruanda.
Todo o Cacique de Umbanda, deve saber como passar adiante a essência, ser um doutrinador. Vou mais adiante, me arrisco a dizer que os Umbandistas, de modo geral, devem saber como transmitir essa filosofia de vida.
Na Tenda de Apoio Espiritual Pai Ogum, não há cursos para Médiuns ou Caciques, há sessões de apronte mediúnico, mas não há um curso específico. Todos participam das doutrinações e conforme orientação espiritual marca-se os aprontes. Por que isso? Por que médiuns ou não, todos nós devemos ter o conhecimentos do evangelho e da doutrina. Cada indivíduo tem o seu tempo, e se formássemos uma turma para um curso, inevitavelmente as pessoas iriam competir, e na Umbanda não deve haver competição, apesar das pessoas serem competitivas por natureza. Cada um é respeitado a seu tempo e em seu modo. Pois todos são iguais na medida de suas desigualdades.
Nós Caciques devemos formar multiplicadores de nossa doutrina, para que a nossa Amada Umbanda tenha cada vez mais seguidores, mas a doutrina deve ser a essencial, sem invenção, simplesmente a doutrina cristã. E isso é basicamente o que Nosso Senhor Jesus, o Cristo, fez. Ele deixou 12 multiplicadores, os 12 apóstolos, que deram continuidade nos ensinamentos dEle, multiplicaram, passaram adiante os Seus ensinamentos.
Cada um tem seu tempo, e não podemos passar por cima e nem pular etapas, mas uns são mais rápidos e outros menos, mas todos podem tornarem-se multiplicadores da filosofia Umbandista.
Irmãos Umbandistas, vamos multiplicar nossas linhas de atuações, multiplicando sobre a terra o ensinamentos de nosso Pai Oxalá.

Saravá.

Rafael d'Ogum

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Atuação dos Caboclos


Os caboclos são nossos guias, nos auxiliam nas tomadas de decisões. São guerreiros, curandeiros e caçadores.
Grandes amigos, esses seres de luz nos mostra o caminho que devemos seguir para alcançar nosso objetivo com mais facilidade, sem deixar mais nada pendente.
Hábeis manipuladores energéticos, enquanto encorporados mantem uma postura humilde, porem forte, mostram-se profundos admiradores e respeitadores das pessoas verdadeiras.
São ótimos conselheiros, nunca enrolam, vão direto ao assunto, quando eles tem a autorização, e quando não estão autorizados a falar, não adianta insistir.
Esses guias por serem bastante francos, causam, muitas vezes, um certo choque quando nos trazem para a realidade, que não queremos ver.
Essa roupagem fluídica serve para representar que as pessoas tem valor independente da cor da pele, e a Umbanda não é uma mistura, mas sim a soma das culturas.
Por ser a Umbanda uma religião Universalista, Espiritualista e Cristã, foi revelada aqui no Brasil, onde várias culturas, povos e raças se encontraram, e nada mais justo do que nossa Amada Umbanda ser representada e guiada por entidades que representam essa missigênação.
Que nossos caboclos continuem nos guiando para o vem, o certo e o justo.

Rafael d'Ogum

sábado, 8 de setembro de 2012

As 3 peneiras


Olavo foi transferido de projeto. Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo Líder, saiu-se com esta:
- “Chefe”, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele...
Nem chegou a terminar a frase, Juliano, o Líder, interrompeu:
- Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?
- Peneiras? Que peneiras, “Chefe”?
- A primeira, Olavo, é a da VERDADE. Você tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro?
- Não. Não tenho, não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram. Mas eu acho que...
E, novamente, Olavo é interrompido pelo Líder:
- Então sua história já vazou a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE. O que você vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?
- Claro que não! Deus me livre, “Chefe” ! - diz Olavo, assustado.
- Então, - continua o Líder sua história vazou a segunda peneira. Vamos ver a terceira peneira, que é a da NECESSIDADE. Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante?
- Não “chefe”. Passando pelo crivo dessas peneiras, vi que não sobrou nada do que eu iria contar - fala Olavo, surpreendido.
- Pois é Olavo. Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras ? - diz o Líder sorrindo e continua - Da próxima vez em que surgir um boato por ai, submeta-o ao crivo dessas três peneiras: Verdade / Bondade / Necessidade, antes de obedecer ao impulso de passa-lo adiante, porque:ESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS; PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Sabia que a Arvore tem raiz?



"A Umbanda é uma arvore frondosa."
Essa é uma das frases do Caboclo das 7 Encruzilhadas, quando em explicação da nossa Amada Umbanda, dizendo que a Umbanda iria crescer, florir e frutificar, essa foi a forma que todos entenderam, mas esquecemos que quando maior e mais frondosa for a arvore, mais forte deve ser a sua raiz.
Muitas vezes cuidamos desta arvore e não nos damos conta que sem raiz ela não seria tão linda. Muitos de nós estamos nos galhos mais altos, e nunca olhamos para baixo, para a raiz, e lá esta o segredo da vida dessa nossa imensa arvore. E estar nos galhos mais altos, não quer dizer que estamos ou somos melhores que ninguém, mas sim, que corremos mais riscos de não conhecermos a origem.
Também sabemos que as flores, frutos e folhas, tendem a morrem e ser naturalmente trocadas pela natureza, já a raiz não, se ela morrer, toda a arvore morre. Até existe arvores de folhas, mas não exite arvore sem raiz.
Uma semente, plantada a mais de um século, pelas mãos de um Caboclo, tornou-se uma linda e magnífica arvore, que vem dando frutos maravilhosos até hoje, pois alguns ainda se lembram de regar a raiz.
Não podemos esquecer e nem renegar nossas raízes, e o mais importante, nossa raiz é linda, fala de paz e amor, de um mundo cheio de Luz, não temos motivos para inventarmos uma raiz nova. É só conhecermos a que já temos.

Saravá.

Rafael d'Ogum

sábado, 1 de setembro de 2012

Não há preço, mas sim, valor.


Começamos bem o mês de Setembro, fui junto com o pessoal do JUPC, novamente ao Asilo Padre Cacique, onde sempre há histórias e personagens novos.
Sempre que vamos lá, aprendemos, e sempre que aprendemos algo, damos mais um passo em direção à evolução.
As pessoas me perguntam o que fazemos lá, e eu gosto muito de responder que vamos para aprender e sermos ajudados, pois sempre o somos. Hoje, conhecemos mais uma história, mais uma personagem e uma personalidade, podemos falar assim. Uma senhora de aproximadamente 90 anos, que afirma ter 99, ou até pode ser que realmente esteja as margens de completar o seu primeiro século de vida, essa senhora esta na enfermaria, e sempre que vamos lá, nossa primeira parada é na ala onde os vovôs e vovós ficam em tratamento de saúde, sempre sorridentes e alegres no aguardo das visitas, já que 80% dos habitantes não recebem visitas de parentes, mas voltando a senhora essa que nos chamou a atenção, muito lúcida, nos perguntou de onde vinhamos. Quando falamos que eramos de uma Tenda de Umbanda, ela se animou ainda mais, e nos disse que era trabalhadora das sagradas linhas da nossa Amada Umbanda, mas que por problemas de saúde, parou mas continua amando a religião. Conhecimento, histórias e sentimentos, vi em seus olhos, o brilho que há nos olhos dos apaixonados, e a paixão dela era a Umbanda. Pediu que marcássemos um dia para irmos realizar orações junto com os velhinhos que lá estão.
Creio que o que muito mais do que a oração, estávamos hoje praticando o evangelho na sua essência.
Quando saímos, encontramos com a senhora Terezinha, uma senhora que nos "adotou", fomos ao jardim e passamos um bom tempo, sentados e conversando com ela, mas também dando atenção merecida a todos os que ali estavam, veio um senhor nos mostrar um poema que ele havia escrito sobre a Asilo, que todos tratam com muito amor, e algumas outras senhoras, uma tarde muito agradável, com boas risadas e sinceridade nos sentimentos.
Outra coisa que também me deixou muito alegre, foi ver um outro grupo de jovens, esses, creio eu, da Igreja Católica, também estavam em visita, trazendo alegrias aqueles amigos.
Não importa a religião que se professa ou a idade que se tem, temos é que aprender a dar valor a quem nos da valor, e ao fazermos as visitas à lugares como o Asilo Padre Cacique, entendemos o real valor que nós temos, é o valor das nossas atitudes, e a troca que é realizada nesses momentos, não tem preço, mas sim, valor, muito valor.

Que Pai Oxalá ilumine a todos.

Rafael d'Ogum

sábado, 25 de agosto de 2012

Aprendendo a simplicidade


Em cada oportunidade que se apresenta, eu fico mais admirado com a simplicidade com que nossos amigos elevados conduzem as situações que surgem pelo caminho.
Aprendo, ou melhor, aprendemos com eles que as soluções sempre são simples, nós que temos a tendência de complicar.
Creio que quanto mais complexo for o ritual, mais valorizamos o resultado, quando falo em ritual, não me refiro apenas a rituais religiosos, mas também, e principalmente, a nossas atitudes, esquecemos que a distância mais curta entre dois pontos é uma linha reta e simples.
Quando paramos de procurar chifres em cabeça de cavalo, e de tentar inventar um caminho menor entre dois pontos, e simplesmente deixamos que a singularidade da simplicidade torna-se natural, conseguimos perceber que um gole de água, uma vela acesa, ou até mesmo um quadro na parede pode fazer a diferença. Mas sem a orientação de nossos Guias, procuramos na complexidade a essência, e é bem provavel que não a encontratremos.
Devemos continar a tentar aprender com os que mais sabem, pois o sábio é simples, já o ignorante é complicado.
Que as bençãos de Pai Oxalá regue nosso corações.

Rafael d'Ogum

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Ao fechar os olhos


Chega o fim da missão pré-definida na encarnação, então se fecha os olhos da vida material, acordando para o mundo espiritual, na realidade se retorna para a patría espiritual.
A grande dúvida é: O que vamos encontrar no outro lado?
Essa é a pergunta mais frequênte e a resposta é uma incógnita, cada um tem a sua explicação.
Nós espiritualistas não cremos em paraíso ou inferno. Nós temos a convicção de que ao deixarmos nossas materias, encontraremos nada muito diferente do que temos aqui, a luta e o trabalho continuam, apenas com uma materia diferente.
Encontraremos as respostas das nossas atitudes e pensamentos, reencontraremos aqueles que se afinizam vibratóriamente conosco.
Ao fecharmos os olhos da matéria, não somos afastados em definitivo dessa realidade, alias, a realidade não muda, o que se modifica é o modo de encara-la.
Nós espiritualistas, espiritas e umbandistas não temos informações privilegiadas, apenas cremos, desprendidos de preconceitos, nos relatos realizados por quem já fechou os olhos da matéria.
O que nos resta é, enquanto não fechamos os olhos materiais,  trabalhar e estudar para que nossa realidade seja cada vez  mais adequada para que possamos nos afinizar com o alto.

Saravá.

Rafael d'Ogum

terça-feira, 21 de agosto de 2012

A Umbanda em minha vida

Bom, vou começar relatando que eu posso dizer que mudei muito, mudei meu modo de pensar, agir, viver a vida de um modo geral, aprendi a ter fé a acreditar que um pensamento pode mover montanhas, já tive provas inúmeras que a UMBANDA é verdadeira (não que precise disto pra acreditar), vou resumir minha entrada na amada UMBANDA. Minha vida era sem graça vivia para minhas filhas e para meu serviço eu nunca pensava em mim, ai o Rafael me apresentou a Umbanda no começo não acreditei muito achava que tudo era a mesma coisa, nunca gostei das matanças que a nação faz, não sabia a diferença entre a Umbanda e a nação, bom foi ate engraçado a primeira vez que vi o Sr Caveira quase enfartei , ai marcamos uma consulta e com quem, com Exu Rei quase enfartei de novo, nossa o Exu Rei, mas foi a melhor conversa que tive. Ai comecei a participar sempre, mas sempre mesmo ate porque o Rafael é meu marido, e comecei a me interessar muito , por tudo, ai fui conhecendo Sr Ogum, Pai Francisco, Pedrinho etc... Cada dia me apaixonando mais, bom depois de um tempo já freqüentando e amando a UMBANDA minha Cunhada Mariane veio conhecer a Tenda e começou a freqüentar, as entidades dela vieram no mundo pela primeira vez na nossa Tenda muita emoção Dna Iansã, Dna Mulambo, Joaninha, Sr Sete, ai vem o melhor, um certo dia estávamos reunidos na Tenda e para minha surpresa minha Cunhada recebeu um Cosme que disse ser minha filha Nicoly que desencarnou em 2006, fiquei desconfiada mas ai ela percebendo, me relatou coisas que só eu sabia ou melhor passei com ela quando estivemos juntas no hospital por 52 longos dias, bom ai foi muito emocionante, a não posso esquecer de mencionar meu cunhado Lucas que participa desde o começo da Tenda, bom ai eu e o Lucas tomamos a decisão que queríamos entrar na corrente mediúnica da Tenda , foi muito aprendizado muita doutrina com as entidades , muita coisa mesmo , não foi fácil mas quando menos esperávamos nossas entidades estavam aqui prontas pra trabalhar, fazer Caridade , as pessoas quando vem a nossa Tenda ficam surpresas, algumas não acreditam outras amam, só tenho a dizer que sou uma outra pessoa depois que ingressei na Umbanda, sei que tenho muito que aprender, mas digo com muito orgulho SOU UMBANDISTA e nossa TENDA DE APOIO ESPIRITUAL PAI OGUM esta de portas abertas para ajudar todos.

Sarava.

Carla.

domingo, 19 de agosto de 2012

As 7 Linhas de Força


Nós temos as 7 linhas que são emanações de Deus, como se fossem 7 braços, as 7 forças primarias, o somatório dessas 7 ramificações temos como resultado o todo.
Esse é o princípio básico das sete linhas, cada uma representa uma força primaria e raliza uma função. E como os nomes para nós é importante, elas foram "batizadas" com o nome dos Orixas representandes daquela força. Por exemplo, a Linha de Iemanja, do elemento água, creio que quem batizou ou nomeou as linhas não foi Deus, mas sim nós, pois esse é o único motivo de exitir tantas diferenças entre as linhas cultuadas.
Os Orixas estão lá, as 7 linhas também, o resto é conosco, o nosso livre-arbítrio nos permite elencar da melhor forma seus nomes.

Rafael d'Ogum

domingo, 12 de agosto de 2012

Cuidado com os pensamentos


Eu sempre falo, que devemos cuidar dos nossos pensamentos, sei que as vezes chego a ser chato, mas no livro ARUANDA, de Robson Pinheiro, encontramos o seguinde texto, é a explicação de Pai João.

"Ao fim da reunião, Pai João nos chamou para conversar: Temos de entender, meus filhos, que a técnica auxilia, mas não devemos nos esquecer do conteúdo de amor. Podemos notar o êxito da atividade porque, nos casos observados, as entidades das sombras foram impedidas de continuar sua ação no mal. Temos de modificar urgentemente nosso conceito de caridade. Muita gente por aí pensa que é caridade tratar o obsessor ou entidade equivocada da mesma forma como se trata alguém já definido em relação ao bem. Deixam que o espírito retorne quando bem entender, e, assim, ele permanece fazendo o que quer, em nome do livre-arbítrio. Será isso caridade? Ao perguntar ao Espírito Verdade por que o mal predomina na Terra, Allan Kardec obteve a resposta enfática: ”Porque os bons são tímidos”. Por isso mesmo, é hora de vencer a timidez espiritual e sermos mais arrojados na execução do bem. Tolher a ação do mal é algo imperioso, a fim de impedir que o desequilíbrio avance.
Tambem devemos observar a ação do pensamento sobre os fluidos e o poder do magnetismo. Sem a educação do pensamento, é impossível trabalhar nas correntes magnéticas em benefício da humanidade - e isso não se consegue apenas em breves instantes de uma reunião mediúnica. O trabalhador do bem que se posiciona como médium deve entender que, quanto mais persistente for o pensamento gerado, tanto mais forte será sua ação no corpo físico e em outras dimensões. A disciplina mental, meus filhos, é obtida no dia-a-dia, nas lutas vivificadoras do cotidiano. Em meio aos  entrechoques da vida social e familiar está o grande desafio; nessas ocasiões, é necessário esforço para se conquistar a disciplina de manter-se conectado às forças soberanas da vida. As formas-pensamento que o ser emite no estado de vigília, de maneira contínua, influenciam-no durante o sono e nos trabalhos mediúnicos. Projetado na dimensão extrafísica, tanto durante o período de repouso do corpo quanto durante os trabalhos espirituais, as criações mentais gravitam em torno do espírito.
Dinamizadas pelo exercício do pensar, as imagens se fortalecem e, mesmo em estado de repouso do corpo, durante o sono ou em transe mediúnico, continuam a exercer sua ação. Portanto, o médium deve ficar atento às fontes geradoras de seu pensamento."

Pensemos bem, caro irmãos.

PAz e Luz.

Rafael d'Ogum

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Quando não consigo ir à Tenda

As vezes esta tudo certo para a pessoa ir na Tenda, receber uma consulta, ou ir em uma Sessão Caritativa, mas na última hora, alguma coisa da errada e essa pessoa não consegue ir. Como é comum ouvir relatos sobre isso, mas a resposta normalmente esta na própria espiritualidade. Podem ser vários os motivos para isso acontecer.
Pode ser a incompatibilidade vibracional da Tenda com a pessoa ou vice-versa.
Todo Templo Religioso tem uma proteção espiritual que é realizada pelos Exus, e é realizado uma "triagem" antes das portas dos Templos, as vezes no próprio caminho. Algo desvia a atenção e a vontade, não que aquela pessoa não vai de adaptar à Casa ou que não possa ir, mas quem sabe ainda não esta na hora ou aquela noite o trabalho será realizado em uma vibração que a pessoa não se sentirá a vontade.
Também pode ser que a pessoa esteja muito mau acompanhada espiritualmente, e a baixa espiritualidade não permite que essa pessoa procure ajuda. Nesses casos, tudo interfere mesmo, doenças repentinas, 2, 3 ou até 4 pneus furados, parentes que chegam em visitas sem avisar, na hora de sair, e ai se vai.
Falta de interesse pessoal, também é um motivo bastante comum. As pessoas tem a mania de empurrar tudo com a barriga, tem gente te coloca qualquer coisa na frente da espiritualidade, e aquela vontade toda de ir se descarregar passa, quando vê uma chamada na televisão de um filme, que não se pode perder. "A Sessão tem todas as semanas, agora aquele filme, vai passar hoje!".
Mas tirando esse último caso, todos os outros são absolutamente normais e "trabalháveis". Pois quando a pessoa percebe que esta realmente precisando de ajuda e faz algum tipo de contato com alguem que pode ajudar, como o Cacique da Tenda por exemplo, mesmo não estando presente por um motivo ou outro, a ajuda já esta sendo providenciada, claro que nada substitui uma conversa olho-no-olho, com um Guia, mas quando se pede pela ajuda da espiritualidade, essa ajuda já esta a caminho. Nem que seja para facilitar as coisas para que na próxima oportunidade essa pessoa realize o encontro certo no Templo e se encontre.
Tudo é questão de persistência, força e fé.
Agora, quem prefere ver o capitulo da novela ou o jogo que vai passar na TV, bom, nesses casos, o livre-arbítrio já é a resposta.

Paz, Luz e Orações.

Rafael d'Ogum

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

É se doando e não pagando que se recebe


Me assusta a quantidade de gente que procura resolver seus problemas pela maneira mais fácil possível, sem ter que se envolver ou mudar seu modo de ver e fazer as coisas.
Nós na Umbanda, entendemos que é dando que se recebe, isso quer dizer, que se eu quero alcançar algum objetivo, tenho que me doar um pouco, nada na vida vem de mãos beijadas ou sem o merecimento. É aquela história que eu sempre repito, a vida é um plantio, se eu não plantar, jamais vou colher. Essa é a grande sacada da vida, merecer para ter.
Agora tem gente que acredita que é pagando que se recebe, apela para "templos religiosos", onde tudo é questão de algum trabalho que tem que ser feito, e isso não sai barato. E o pior de tudo. A maioria desses lugares, me desculpem mas vou parar de chamar de "Templo Religioso", esses lugares dizem que vão fazer o bem para a pessoa contratante, fazendo o mal para alguem. Nem que esse alguem seja um animal de 2 ou 4 patas. Lastimável!
Defensores vão falar que é necessário realizar esse tipo de ritual, pois "agilizam"a eficácia do trabalho, que as entidades precisam da força vibracional do sangue, que nos rituais de corte os animais não sofrem, etc... Mas até hoje não conheci nenhum argumento que me colocasse uma alguma dúvida sobre minha visão sobre o assunto.
Espíritos, Entidades, Seres Evoluídos seguem a Deus, creio que não gostariam de ver um irmão seu sendo morto para que sua vibração seja usada para beneficiar alguem. Quem se utiliza desse tipo de vibração, são espíritos sem esclarecimentos suficiente ou que não encontraram ainda o verdadeiro significado dos ensinamentos de Jesus, o Cristo.
São sangue-sugas que utilizaram esse sangue derramado, não para realizar um trabalho positivo, mas sim para saciar suas vontades e seu apego à matéria. São viciados no sangue, como se fosse uma droga, e a vontade de consumo cresce, e cresce, e começam a procurar todos aqueles que já se aproveitaram de seu vício, para alcançar alguma coisa. E quem esta nessa lista, torna-se um alvo para que esses próprios seres desajustados atuem, prejudicando-os, pois sabem que eles vão novamente procura-los e dar mais sangue.
E nesse ciclo, quem contrata (a pessoa que quer alcançar algo), quem é contratado (a "religioso")  e quem terceiriza o serviço (a entidade). Todos se afastam do caminho do certo, do bem e do justo. O devedor uma hora vai pagar e o credor, com certeza vai querer receber.

Saravá!

Rafael d'Ogum

sábado, 4 de agosto de 2012

Detalhes da TAEPO


Em nossa Tenda, temos uma maneira bem particular de trabalhar, não somos nem melhores e nem pior, acredito eu, que ninguém, apenas somos diferentes. Não sou eu quem fala isso, são as pessoas que fazem de nossa pequena Tenda, um ponto de reequilíbrio espiritual.
Muitas casas tem, o que eu chamo de, Doutrina do Mistério. Não estou julgando e nem quero que façam diferente o que aprenderam por correto, mas na nossa Tenda não há cortinas no Congá e nem véus para serem retirados, quando o assunto é o funcionamento da casa. Quem já foi nos visitar pessoalmente, viu que o espaço físico não é dos maiores, e que as pessoas, uma por uma, são tratadas como indivíduos, e não como mais um consulente. Não existe apenas uma correntes espiritualista envolvida, mas sim um encontro de amigos, onde o respeito e o carinho são as maiores regras.
Nossa corrente mediúnica trabalha de uma forma mais leve, não há hierarquia, todos somos iguais, e não há alguem encarnado que dita as regras, as regras vem "do alto", e todos nós cumprimos. Há o Cacique, mas esse serve mesmo para orientar e não para cobrar. Não temos a prática de prender ninguém, seja médium ou consulentes, pois trabalhamos em uma casa de caridade e não em uma penitenciaria. Como o Caboclo das Sete Espadas sempre diz: "Os portões da Tenda estão sempre abertos para as pessoas entrarem, saírem e se quiserem, retornar. O livre-arbítrio é um direito de todos e sempre será respeitado."
Os rituais para os médiuns são simples, que serve para reforça-los energeticamente, pois não há nenhum tipo de ritual que traga mais resultado que o estudo correto sobre as lei da espiritualidade, com verdadeiras palestras ministradas pelos pais-velhos. Não há filhos-de-Santo, ou filhos-no-Santo; até por que não há a figura do Pai-de-Santo.
A corrente para de frente pro Congá, todos de mãos dadas, muito mais do que uma demonstração de união, mas sim por um sentimento de unidade. As entidades vão se fazendo presente e Eles conduzem as Sessões Caritativas de acordo com a necessidade das pessoas.
O encerramento é algo que sempre provoca um certo susto nas pessoas que vão pela primeira vez, após as entidades subirem, ou pelo menos, desmediunizarem seus aparelhos, todos integrantes da corrente, viram-se em direção aos consulentes, e em humildade, todos dão as mãos, médiuns, cambonos, visitantes e consulentes, para realizar as orações finais, pois todos somos irmãos e todos estamos tentando seguir o mesmo caminho. Há também a despedida, após a oração, todos os médiuns cumprimentam os consulentes um por um, beijando-lhes as mãos. Em sinal de respeito e carinho.
Depois, quase sempre, sentamos para uma boa conversa. Um pouco de doutrina, de histórias e bastante risadas, pois a Umbanda é leve e alegre.
Estou abrindo detalhes, pois não há o que se esconder, já que a caridade é simples, basta não dar nada, apenas se doar um pouco.

Que nosso Amado Pai Oxalá nos abençoe.

Rafael d'Ogum

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Carta do Cacique Seattle


Em 1855, o cacique Seattle, da tribo Suquamish, do Estado de Washington, enviou esta carta ao presidente dos Estados Unidos (Francis Pierce), depois de o Governo haver dado a entender que pretendia comprar o território ocupado por aqueles índios. O desabafo do cacique tem uma incrível atualidade. A carta:

    "O grande chefe de Washington mandou dizer que quer comprar a nossa terra. O grande chefe assegurou-nos também da sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade. Nós vamos pensar na sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará a nossa terra. O grande chefe de Washington pode acreditar no que o chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na mudança das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas, elas não empalidecem.
Como pode-se comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia é estranha. Nós não somos donos da pureza do ar ou do brilho da água. Como pode então comprá-los de nós? Decidimos apenas sobre as coisas do nosso tempo. Toda esta terra é sagrada para o meu povo. Cada folha reluzente, todas as praias de areia, cada véu de neblina nas florestas escuras, cada clareira e todos os insetos a zumbir são sagrados nas tradições e na crença do meu povo.
    Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende.
Não se pode encontrar paz nas cidades do homem branco. Nem lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o zunir das asas dos insetos. Talvez por ser um selvagem que nada entende, o barulho das cidades é terrível para os meus ouvidos. E que espécie de vida é aquela em que o homem não pode ouvir a voz do corvo noturno ou a conversa dos sapos no brejo à noite? Um índio prefere o suave sussurro do vento sobre o espelho d'água e o próprio cheiro do vento, purificado pela chuva do meio-dia e com aroma de pinho. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todos os seres vivos respiram o mesmo ar, animais, árvores, homens. Não parece que o homem branco se importe com o ar que respira. Como um moribundo, ele é insensível ao mau cheiro.
Se eu me decidir a aceitar, imporei uma condição: o homem branco deve tratar os animais como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo que possa ser de outra forma. Vi milhares de bisões apodrecendo nas pradarias abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais valioso que um bisão, que nós, peles vermelhas matamos apenas para sustentar a nossa própria vida. O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem os homens morreriam de solidão espiritual, porque tudo quanto acontece aos animais pode também afetar os homens. Tudo quanto fere a terra, fere também os filhos da terra.
    Os nossos filhos viram os pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio e envenenam seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias. Eles não são muitos. Mais algumas horas ou até mesmo alguns invernos e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nestas terras ou que tem vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos, um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.
De uma coisa sabemos, que o homem branco talvez venha a um dia descobrir: o nosso Deus é o mesmo Deus. Julga, talvez, que pode ser dono Dele da mesma maneira como deseja possuir a nossa terra. Mas não pode. Ele é Deus de todos. E quer bem da mesma maneira ao homem vermelho como ao branco. A terra é amada por Ele. Causar dano à terra é demonstrar desprezo pelo Criador. O homem branco também vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raças. Continua sujando a sua própria cama e há de morrer, uma noite, sufocado nos seus próprios dejetos. Depois de abatido o último bisão e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem à gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarão então os sertões? Terão acabado. E as águias? Terão ido embora. Restará dar adeus à andorinha da torre e à caça; o fim da vida e o começo pela luta pela sobrevivência.
    Talvez compreendêssemos com que sonha o homem branco se soubéssemos quais as esperanças transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visões do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhã. Mas nós somos selvagens. Os sonhos do homem branco são ocultos para nós. E por serem ocultos temos que escolher o nosso próprio caminho. Se consentirmos na venda é para garantir as reservas que nos prometeste. Lá talvez possamos viver os nossos últimos dias como desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará a viver nestas florestas e praias, porque nós as amamos como um recém-nascido ama o bater do coração de sua mãe. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. Nunca esqueça como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua força, o seu poder, e todo o seu coração, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus. Esta terra é querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum."

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Onde não há respeito, não há verdade.


Médium, é o intermédiário, nada mais do que isso. Fazemos o meio de campo entre a vida dos desencarnado e dos encarnados, pois todos estamos vivos, apenas com uma matéria diferente. Simples assim.
Infelizmente, muitos médiuns acham que são seres espirituais mais elevados e mais importantes que os não médiuns. Pobre ignorância! Baseado em Kardec, posso dizer que toda aquela pessoa que sofre influência de espíritos são médiuns, e sabemos que todos nós, direta ou indiretamente, sofremos essas influências.Por tanto, todos somos médiuns.
Mas mediunidade é um assunto já batido, nesse blog mesmo já há alguns textos sobre po assunto. Há pessoas que nascem médiuns prontos, que tem essa faculdade desenvolvida desde muito jovens, enquanto outros precisam de algum estudo para que isso aconteça. Alguns afirmam que existem rituais que ajudam a aflorar essa capacidade, que para mim é predicado de todo mundo, sem a necessidade de rituais. Mas o certo é que, estamos sempre sobre influência de espiritos e de sentimentos.
Conheço pessoas que saem contanto para Deus e o mundo que são médiuns, que psicografam, que incorporam, que enchergam, que ouvem, também tem os que não falam para ninguem, como se tivessem medo de se expor, e o terceiro tipo são  os que negam ser. Assim como Judas negou nosso Mestre Jesus, o Cristo.
Existem os que querem "demonstrar" sua mediunidade em qualquer lugar, a qualquer custo; e os que querem definir datas e horários pré-determinados para por na ativa algo que pode ser natural como se alimentar ou respirar. Eu tenho uma visão um pouquinho diferente desses dois casos, e por isso, já fui "julgado", eu acredito que a mediunidade pode ser algo fantastico, quando à serviço da Alta Espiritualidade. Creio que tudo é questão de respeito, se você é apenas a ferramenta, você não pode se dar o luxo de escolher quando irá trabalhar, nunca vi um alicate ou um martelo entrar em greve, mas se você tem o RESPEITO necessário pelas entidades que te acompanham, as ama e as ajudam quando é possível, sempre elas irão fazer o mesmo por você. Não há porque pedir à eles a todo momento para psicografar, ou incorporar ou até mesmo ver, se é apenas por vontade própria, para alimentar seu ego, ou por curiosidade de alguem, ficar enchendo a paciencia dos guias atoa, é desrespeita-los, eles não são macacos de circo. Também se há uma pessoa realmente precisando de ajuda espiritual e você simplesmente "foge" da linha de frente porque não esta no centro ou a terreira que você frequenta, ou por que você esta cansado do dia cansativo que teve no trabalho ou porque a sessão vai ser amanha e essa pessoa pode esperar por que não vai "morrer". Bom, dai você ta dizendo em outras palavras ao seu Guia. "Eu sei mais do que você!".
Se soubessemos mais que eles, então nós seríamos guias deles. Certo?
O equilíbrio deve ser respeitado, as entidades devem ser respeitadas e nós devemos ser respeitados.
Onde não há respeito, não há verdade.

Pensemos nisso Irmãos.
Paz e Luz.

Rafael d'Ogum

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Sem desculpas


Para a espiritualidade não há distância, e nem fronteiras, o tempo também não é dificuldade, essas são desculpas utilizadas por nós.
Como ferramentas que, nós médiuns, somos da espiritualidade, não temos o direito de reclamar por estarmos servindo.
Nós Umbandistas ganhamos tanto da vida, em todos os sentidos, que cada minuto que disponibilizamos para ajudar os outros, não estamos praticando nenhum tipo de caridade, estamos apenas distribuindo ou repartindo as benéfices que nos dão os amigos da alta espiritualidade.
Se pararmos para pensar, é uma equação muito simples, a Umbanda esta aí para ajudar as pessoas, e nós somos intermediários dessa magnífica espiritualidade, então eles sempre nos dão mais do que precisamos, e não poucas vezes, mais do que merecemos. Ela, a Nossa Amada Umbanda, nos abraça, nos protege e nos da condições suficientes para ajudar as pessoas a encontrar o caminho correto.
Não podemos escolher quem vai receber essa benção, quem somos nós para julgar, se não somos que vamos dar alguma coisa.
Essa é a idéia , o resto , bom, o respeito é perfumaria e falta da verdadeira essência.

Paz e Luz.

Rafael d'Ogum

domingo, 22 de julho de 2012

Fé, Respeito e Segurança

Quando se vai realizar qualquer procedimento junto a espiritualidade, deve-se ter uma postura adequada, seja o que for, que se pretende fazer, é necessário ter fé, respeito e segurança.
Posso intimamente saber que milagres não existem, mas devo acreditar que as coisas vão melhorar, pois crendo, de coração, , os enviados de Deus, se não solucionarem minhas dúvidas ou resolverem meus problemas, pelo menos vão aliviar o fardo que carrego em minha caminhada.
É preciso também respeitar nossos amigos desencarnados, a nós mesmos, ao trabalho que esta sendo realizado, e a vida, a sua própria e a dos outros. Tudo que ocorre em nossa vida, deve ser respeitado, pois tudo tem o  motivo e a hora certa para acontecer.
Também devemos estar seguros e assegurados em todos os passos que formos dar. Conhecimento é preciso, sobre os "Porquês" e os "Pra ques". Alem do conhecimento é necessário a fé e o respeito, para que possamos estar e nos sentir seguros.

Desejando luz em vossos caminhos.

Rafael d'Ogum

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Sacrifício - Essência Invertida

Não sou um profundo conhecedor da doutrina africanista. O pouco que sei é baseado em conversas que tenho com praticantes amigos, leituras e muita orientação de nossos amigos espirituais.
Não sei descrever nos dias atuais como é o procedimento desses rituais de corte. Pois na Umbanda, a prática de sacrificar animais não é cogitada em momento nenhum.
A origem desses rituais, nos foi explicado pela espiritualidade, e que como tudo, teve sua essência corrompida, perdida e  até invertida. Que foi que aconteceu nesse caso, a inversão de valores.
No início de tudo, em tempos remotos, o homem caçava para se alimentar e quando fazia isso, orava em agradecimento pela alimentação obtida, em forma de respeito. Mas com o passar do tempo e das gerações, as pessoas deixaram de ter o respeito e começaram a ter medo. Nesse momento pararam, ou paramos, de agradecer e começaram a dedicar, daí até ofertar a comida a divindade foi um pulo.
Começou-se a ofertar a alimentação as Divindades. Não tem lógica, tirar a vida de um ser para ofertar a Deus, se foi Deus quem criou essa vida. Mas não estamos aqui para julgar, e sim para respeitar as mais diversas opiniões de credo.
Essas explicações faz todo o sentido, no meu modo de ver pelo menos. Não se precisa matar para agradar duma Divindade.

Paz e Luz


Rafael d'Ogum